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Meditação diária de 03/10/2017 por Flávio Reti

03 de outubro
Dia das abelhas

Salmos 118:12   “Cercaram-me como abelhas, mas apagaram-se como fogo de espinhos, pois em nome do Senhor as exterminei”

São poucas as pessoas que não têm medo de abelhas. Mas quando bem tratadas, as abelhas chegam a ser quase inofensivas. É apenas um inseto, mas representa grande importância econômica e ecológica. Economicamente elas produzem o mel, produto grandemente usado na mesa brasileira, produz também a cera, o própolis usados em larga escala na indústria brasileira. O que mais destacamos nas abelhas é a sua organização em sociedade. Só existem três indivíduos diferentes: a rainha, as operárias e os zangões (machos). A função da rainha é a procriação e olorizar a colmeia com um feromônio próprio. As operárias coletam o pólen e fabricam o mel enquanto os zangões ficam na colmeia com a função de protegê-la de outros insetos intrusos. A apicultura está bem difundida em nosso país pela propaganda das propriedades do mel além de alimento, com propriedades terapêuticas. O mel é de grande utilidade também na fabricação de cosméticos, na indústria alimentícia. Na função terapêutica o mel é usado como repositor de glicose, anti- inflamatório, cicatrizante, coadjuvante no tratamento das úlceras e outras. E o veneno das picadas, não se fala nada? Sim, O veneno da abelha contém substâncias antibióticas e bactericidas muito ativas. Tem emprego em artrites, bursite, tendinite, na esclerose múltipla e lúpus, enxaqueca e paralisia facial. Poderosa essa nossa abelhinha laboriosa. O uso do mel é conhecido há muito tempo na história das civilizações. Escavações arqueológicas no norte de Israel revelaram evidências da prática de apicultura há mais de 3.000 anos. Um achado, pelo arqueólogo Amihai Mazar, nas ruinas de uma cidade de nome Rehov inclui 30 colmeias intactas. E o que eu aprendo com as abelhas?

Se eu não conseguir captar nada, pelo menos a organização e o trabalho sério. Quanta gente desorganizada dentro da sua própria casa. Conheço pessoas cujas casas parece que passaram por um terremoto interno, nada no lugar, tudo espalhado e desorganizado. Para alguns, a gente bem que poderia dizer “vai ter com a abelha, bagunceiro” (Prov. 6:6). Com o trabalho sério das abelhas, muita gente poderia aprender a operosidade. Ao invés de vadiar pelas ruas fazendo o que não deve, aprendam com as abelhas o que é trabalho sério. Elas não precisam de chefe, de fiscal, de encarregado e nem de patrão, elas trabalham porque são trabalhadoras, só isso. Esses também podem ir “ter com as abelhas”.

Mas há um caso bíblico curioso, no mínimo, e foi quando Sansão desceu com seus pais para o casamento e no caminho matou um leão. Tempos depois, passando pelo mesmo caminho, resolveu ver a carcaça do leão morto e descobriu que havia uma colmeia dentro da caveira do leão. Ele, sem escrúpulo algum, pegou os favos e comeu e levou também para seus pais que comeram sem saber de onde tirara o mel. E daquela experiência ele ainda inventou um enigma para os jovens e foi traído pela esposa revelando o segredo. (Ju.14:8,9,14).

Noutra ocasião, Moisés descrevendo o fracasso dos Israelitas em tomar posse da terra prometida, fala que eles foram perseguidos e fugiram como se foge quando é perseguido por um enxame de abelhas (Deut.1:44). Neste episódio temos uma lição. Eles fugiram da dificuldade e se esqueceram que a ordem de Deus era que avançassem e que Deus mesmo estaria com eles. Mas eles fugiram por falta de confiança nas promessas de Deus. Que não seja este o nosso caso a ponto de fugir por não confiar em Deus. Não foi assim com Davi, quando ele disse “pois tu és a minha esperança, senhor Deus, tu és a minha confiança desde a minha mocidade” (Sal.71:5). Uma única vez em que Ellen White escreveu falando de abelhas foi num acampamento, em Iowa, quando ela diz que “todos se achavam ocupados como abelhas e por toda parte, tanto na tenda como fora, ouvia-se um zunzum de vozes” (Conselhos sobre a Escola Sabatina, p.181). Se temos que aprender alguma coisa com as abelhas de hoje, que seja a organização e o trabalho confiante.

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