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03 de agosto

Dia do Tintureiro

Salmos 51:7    “Purifica-me com hissopo e ficarei limpo; lava-me e fixarei mais alvo do que a neve”

O que se conhecia como tintureiro não era bem tintureiro, era um lavadeiro. Ele passava pelas ruas gritando “tintureiro, tintureiro, tintureiro e descia a rua recolhendo roupas para lavar.  Era alguém que lavava roupas, Até hoje você ainda vê placas na frente das lavanderias escritas Tinturaria, mas já estão sendo trocadas por Lavanderia. Máquina de lavar roupa é coisa moderna, não havia, logo, para lavar roupas mais pesadas as mulheres tinham alguma dificuldade e por isso pagavam para o tintureiro lavar.

As roupas eram feitas de algodão, juta, lã ou seda e a comemoração de hoje é para aqueles profissionais que dominavam a técnica de tingir as roupas. É uma arte muito antiga a possibilidade de alterar e brincar com as cores mudando seus matizes. Atualmente qualquer pessoa pode alterar a cor do seu jeans e fazê-lo parecer novo. Há mais de seis mil anos, as roupas tingidas com cores fortes eram privilégio dos Faraós no Egito antigo e serviam para mostrar as divisões entre as classes sociais, as castas. Ainda hoje, na África, através das combinações de cores e técnicas de tinturaria muitas etnias são reconhecidas.

Uma das cidades citadas na bíblia, Tiatira, era conhecida nos dias dos apóstolos pela sua indústria de fios famosos e pela fabricação de tinturas para tecidos. Homens e mulheres se utilizavam de tinturas para colorir o rosto, o cabelo e os tintureiros eram as pessoas que fabricavam as tinturas extraídas de cascas de árvores, de algumas argilas coloridas e usando óleo ou gordura como base fabricavam as suas tinturas. Hoje a indústria faz tudo sinteticamente e muitos nem sabem o que era um tintureiro.

A bíblia faz referências ao lavandeiro em várias ocasiões. Falando sobre a aproximação do exército de Senaqueribe, da Assíria, Isaías diz que eles vieram e pararam junto ao aqueduto, no caminho do campo do lavandeiro (Is. 36:2). Noutra ocasião, quando a Síria açoitava Israel, Deus mandou Isaías se encontrar com o rei Acaz, na estrada do campo do lavandeiro (Is.7:3).  Malaquias, fazendo referência ao dia do Senhor, diz que ele será como o sabão dos lavandeiros (Mal.3:2). Marcos, descrevendo a transfiguração de Jesus, disse que sua roupa ficou extremamente branca, resplandecente, tal como nenhum lavandeiro sobre a terra poderia branquear (Mac.9:3) O sabão dos lavandeiros e as tinturas dos tintureiros serviam para lavar e para reformar as roupas. Numa linguagem figurada, os crentes precisam ser lavados e mudados no seu caráter. E essa é a obra do Espírito Santo, é o que ele espera e quer fazer em nós. Breve, muito breve, nós iremos contemplar o Senhor com a cara limpa, sem máscara, como diz Paulo, com o rosto resplandecendo (II Cor.3:18). E a essa altura dos acontecimentos, já deveremos estar com nosso caráter mudado, segundo o caráter dos anjos, sem mancha, limpos de coração e de alma. Jesus foi muito assertivo quando disse que bem aventurados são os limpos de coração porque eles verão a Deus. E não só verão a Deus, serão vistos claramente pelo próprio Deus com o olhar que penetra além do corpo, que vê o íntimo e sabe da nossa alma. Nada estará oculto aos olhos de Deus. Por isso, vamos, desde já pensar num reavivamento e numa reforma de vida porque a vinda de Cristo é certa, ele anunciou e não falhará. É uma questão de um pouquinho mais de tempo. É agora a hora de lavar, uma lavagem rigorosa para limpar de fato. “Cada aposento do templo da alma tornou-se mais ou menos maculado e precisa de limpeza. A câmara da consciência, coberta de teia de aranha, deve ser adentrada. As janelas da alma devem ser fechadas em direção da Terra e escancaradas para o Céu, a fim de que os brilhantes raios do Sol da justiça tenham livre acesso. A memória deve ser refrigerada por princípios bíblicos. A mente deve ser mantida clara e pura, para que possa distinguir entre o bem e o mal” (Mente, Caráter e Personalidade, P.328). Bem aventurado os limpos de coração.

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