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02/08/2019
Meditação diária de 04/08/2019 por Flávio Reti – Ana Maria de Jesus Ribeiro
04/08/2019

Meditação diária de 03/08/2019 por Flávio Reti – Guilherme Paraense

03 de agosto

Lucas 9:5  “Mas onde quer que não vos receberem, saindo daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles”

Guilherme Paraense

Olhando para a foto, ele não tem cara, mas foi o primeiro esportista brasileiro que já conquistou uma medalha de ouro em Jogos Olímpicos na modalidade Tiro. Bem, ele era tenente do Exército brasileiro e ao mesmo tempo era um atleta do Fluminense Football Club. Fazendo parte de uma equipe onde havia atletas de natação, saltos ornamentais, remo, entre outros, ele embarcou a bordo de um navio chamado Curvello, com recursos próprios, que o levaria até o porto de Antuérpia, na Bélgica, para participar dos jogos Olímpicos realizados lá naquele ano. A viagem foi precária, não houve organização pelo Comitê organizador dos jogos, os atletas viajaram em condições precárias, de terceira classe, camarotes pequenos, sem ar, dormiam no chão do bar do navio depois que o último cliente deixava o bar, quando eles improvisavam suas camas em um colchonete no chão. Ao passar pela Ilha da Madeira, os atletas foram informados que o navio não chegaria a Antuérpia a tempo da participação deles nos jogos. Eles desceram em Lisboa e continuaram a viagem de trem, mas era um trem aberto, expondo os atletas ao sol e à chuva, ao vento e à garoa do mar. Depois de 27 dias viajando, ao fazer conexão para Bruxelas, as armas e munições da equipe onde estava Guilherme Paraense foram roubadas. Quando chegaram ao local das provas, o moral estava lá embaixo, sem material esportivo e mal alimentados. Compadecidos, os atiradores americanos emprestaram armas e munição modernas, de fabricação da Colt. Parece ironia, mas com elas, emprestadas, os brasileiros derrotaram seus benfeitores e ganharam ouro, prata e bronze na categoria Tiro. A volta para o Brasil foi diferente. Dessa vez a equipe voltou em um navio confortável, depois que a notícia chegou ao Brasil. Guilherme Paraense foi recebido pelo presidente Epitácio Pessoa e de sobra ganhou uma placa de ouro comemorando seu feito em nome do Brasil. Hoje, na Academia Militar das Agulhas Negras, em Rezende, o exército brasileiro batizou o local onde treinam tiro, o conjunto de estantes de tiro, com o nome de Tenente Guilherme Paraense. O atleta e militar Paraense seguiu colecionando medalhas e galgando postos militares até chegar a Coronel e participou da Revolução de 1930. Faleceu com 83 anos, no Rio de Janeiro, mas até hoje seu nome é muito mais reverenciado na Europa do que no Brasil.

Lendo este recorte da biografia de Guilherme Paraense, eu me lembrei do que disse Jesus quando enviou seus discípulos a fazer o trabalho de evangelismo. Ele disse: “Nenhum profeta é bem recebido na sua própria casa” (Mat.13:57) e ele mesmo quando veio a este mundo sofreu discriminação e afastamento a ponto de João afirmar que Jesus “veio para os seus (patrícios no caso) e os seus não o receberam” (João 1:11). Ser rechaçado e mal recebido não é novidade, com muitos profetas aconteceu assim, com Jesus não foi diferente e por que esperar que não seja assim conosco? A razão é simples, Jesus deu a resposta, é porque “os homens amaram mais as trevas do que a luz” (João 3:19). Então, podemos esperar ser também mal recebidos com a nossa mensagem de salvação, porque a luz pode ofuscar e daí nosso irmão preferir permanecer nas trevas. A vida é feita de escolhas, por isso que devemos ser sábios nas nossas escolhas.

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