Meditação diária de 02/02/2020 por Flávio Reti – A Bandeira
02/02/2020
Inauguração da Trilha Seven Park Unasp-HT
03/02/2020

Meditação diária de 03/02/2020 por Flávio Reti – O Barco

03 de fevereiro

Lucas 8:23  “Enquanto navegavam, ele (Jesus) adormeceu e desceu uma tempestade de vento sobre o lago e o barco se enchia de água de sorte que perigavam”

O Barco

Quando o assunto é barco, canoa, jangada, a gente pensa logo em índio e de fato faz sentido. Os índios Kamiurás de Mato Grosso, os Tupinambás do litoral brasileiro, os Apiacás do Pará todos aprenderam a fazer canoas de casca de árvores. Eles escolhiam uma árvore de jatobá, tiravam a casca inteira e com fogo a moldavam no formato de uma canoa e pronto, já tinham como se transportarem de um lado para outro dos rios e tinham também uma embarcação para pescar com ela. Se por acaso no curso do rio houvesse uma cachoeira, eles com facilidade a transportavam nas costas. Ainda me lembro de como nós meninos entrávamos na chácara de um italiano vizinho que morava na beira de um rio e cortávamos as bananeiras dele, juntávamos três troncos delas atravessados por duas estacas e pronto, estava feita a jangada com a qual nós descíamos o rio a quilômetros e depois abandonávamos a jangada por lá e voltávamos a pé. Um barco nada mais é do que um artefato fabricado pelas pessoas para flutuar na água e se deslocar fazendo uso de remos ou de varejões. Só modernamente os motores foram adaptados nos barcos e nas canoas. Qualquer pessoa pode idealizar e fazer um barco, mas sem saber, usa princípios de física e de geometria que ela mesma desconhece, com certeza. Mesmo que seja de ferro, de aço, de alumínio ou de fibra, materiais mais pesados do que a água, por causa do seu formato ele flutua e não afunda. É aquele princípio de física que todo corpo lançado na água recebe um empuxo de baixo para cima igual ao peso do volume do líquido deslocado pelo corpo. Assim, um corpo imerso na água torna-se mais leve devido a uma força, exercida pelo líquido sobre o corpo, vertical e para cima, que alivia o peso do corpo. Quando lemos a bíblia sobre a arca de Noé, temos a impressão de que a arca foi o primeiro barco já inventado pelos homens, mas não é verdade. A história secular dá conta de barcos rudimentares existirem muito antes do dilúvio. Isto quer dizer que os homens já navegavam pelos rios ante diluvianos. Em 4.000 a.C. já eram utilizados pelos sumérios e egípcios barcos feitos de junco. Lá pelo século XV temos a época das grandes navegações, onde os povos da Europa buscavam terras na Índia, nas Américas, na África usando caravelas, já modernas para a época, mas ainda movidas a vento que muitas vezes, devido à calmaria, ficavam à deriva nos mares. Foi o século dos grandes descobrimentos no qual o Brasil está incluído. Agora pense em marinheiros à deriva nos mares e pensa nos muitos cristãos à deriva no mar da vida. Quantas embarcações carregadas de vida não se perderam nos mares, e quantas pessoas não vão se perder no mar da vida. Nós não podemos viver sem rumo, precisamos ter a certeza da chegada no porto seguro da presença de Cristo. É para lá que navegamos, não a esmo, mas determinados a chegar.

Os comentários estão encerrados.