Comentários da Lição – 1o. Trim/2019
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Meditação diária de 04/01/2019 por Flávio Reti – Isaac Newton
04/01/2019

Meditação diária de 03/01/2019 por Flávio Reti – Friedrich Wilhelm Nietzsche

03 de janeiro

Lucas 18:13  “Deus, tem misericórdia de mim, pecador”

Friedrich Wilhelm Nietzsche

Este não é o dia do nascimento e nem da morte de Friedrich Wilhelm Nietzsche, mas é o dia em que ele foi diagnosticado “louco”. Ele nasceu em 1844 no reino da Prússia, dominado pela Alemanha. Ele foi filósofo, filólogo, poeta, compositor e um tremendo crítico das estruturas sociais. Foi ele o primeiro a anunciar que “Deus morreu”. Ele é o pai do existencialismo, do pós modernismo e do estruturalismo. Suas ideias tiveram grande impacto sobre os pensadores sérios de sua época, no final do século XIX. Nietzsche foi um estudioso da crítica textual grega e romana antes de se envolver com a filosofia. Aos vinte e quatro anos já foi nomeado para a cadeira de Filosofia Clássica na Universidade de Basileia. Mas, como a vida é ingrata às vezes, ele aos quarenta e quatro anos de idade sofreu um mal súbito e perdeu suas faculdades mentais. Ele viveu seus últimos dias aos cuidados de sua mãe até a morte dela em 1897 e depois aos cuidados de sua irmã até falecer em 1900. Seus pontos de vista, quando tratados à luz da alta crítica são pontos difíceis de um leigo entender, mas trocando em miúdos, Nietzsche foi um desconstrutor da sociedade, de como estava ela construída. Abaixo o casamento, abaixo os governos, abaixo a religião, abaixo a maneira em que a sociedade está estruturada. Na realidade era um pregador do caos social, bem próximo do nazismo. Agora pensem na sua origem: ele era oriundo de uma família luterana e seus dois avós foram pastores protestantes. Ele mesmo até pensou em seguir a carreira pastoral, mas como rejeitou a religião na sua adolescência, ele se afastou da carreira teológica. Na sua ânsia de ser jovem erudito e manter sua posição como professor na universidade, ele publicou sua primeira obra “O Nascimento da Tragédia” e por essa linha ele continuou. Segundo seus colegas acadêmicos, Nietzsche era a “desgraça de Schulpforta”, a grande escola de renome onde eles estudaram. Nietzsche considerava as grandes religiões, o Budismo e o Cristianismo, como as duas religiões da decadência. Para ele, mesmo assim decadente, o budismo era cem vezes mais realista do que o cristianismo, duas religiões que aspiram ao nada, segundo ele. É dele a seguinte frase: “Para mim o ateísmo não é nem uma consequência, nem mesmo um fato novo, ele existe comigo por instinto”. Para Nietzsche, o homem é filho do húmus, nunca de Deus, e ele é essencialmente corpo e vontade de sobreviver, de vencer. As únicas virtudes do homem é o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a vontade inabalável e a disciplina de possuir uma intelectualidade superior, com vontade de poder. Nietzsche descartou a noção de um homem racional, de modo que tudo que está organizado na sociedade era uma máscara. O mundo para ele não é ordem e racionalidade, mas desordem e irracionalidade. Seu ponto filosófico não era Deus e a razão da existência, mas a vida sem objetivo, aquela que se define no instante. Para ele, democracia, socialismo, igualdade, emancipação da mulher eram sinais de decadência do homem. Assim pensava e nessa loucura morreu sem nada construir de bom na vida.

E nós, o que estamos construindo para o futuro? Uma casa na areia, ou uma casa na rocha, como exemplificou Jesus?

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