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Meditação diária de 02/10/2017 por Flávio Reti

02 de outubro
Dia da não violência

Gênesis 6:11   “A terra, porém, estava corrompida diante de Deus e cheia de violência”

Vários foram os líderes que se levantaram no mundo instigando a população para defender algum interesse coletivo, mas sem violência. Entre eles estão Martin Luther King, Mahatma Ghandi, Dalai Lama Tenzin Gyatso, Marechal Rondon, o bispo Desmond Tutu e outros. Frases como esta do Marechal Rondon, “morrer se preciso for, matar nunca”, ou esta de Martin Luther, “não se deve matar a sede de liberdade na taça do ódio”. Esta outra de Dalai Lama, “sem paz de espírito é impossível paz no mundo”.

Um professor nosso no colegial, certa vez disse uma frase em Latim, brincando com os alunos: “Si vis pacem parat belum”. Na ocasião era conhecido um tipo de revólver chamado “parabelo” e todos os alunos ficaram pensando como fazer sentido na frase com a palavra parabelo, o revólver. Os alunos entenderam que era para os civis entregarem os revólveres. Civis, passem o parabelo, foi o que entenderam. E não era nada disso, porque hoje, traduzindo a frase, eu tenho o seguinte: Se quer a paz, prepare-se para a guerra”. Essa frase é o oposto do ideal pacifista dos grandes líderes. Em 1952 Albert Schweitzer, músico, filósofo, teólogo, médico e missionário ganhou o prêmio Nobel da paz com a frase cunhada por ele: “a paz não é inércia, é o trabalho corajoso que faz nascer a solidariedade no interior do homem”. É em homenagem ao seu nome que até hoje existem no mundo pianos com a marca Schweitzer. A data de hoje relembrando a não violência se deve ao pacifista Mahatma Ghandi que tinha a intenção de educação pela paz, respeitando sempre os direitos humanos. A violência existe em todas as faixas sociais e isso destrói as comunidades, traz a morte de inocentes e grandes prejuízos para todos. A ideia de hoje é chamar a população para a conscientização de que é possível resolver conflitos com o espírito de “não violência” e é só seguir os caminhos da paz e do respeito, mesmo que as ideias sejam conflitantes.

Somos levados a relembrar o episódio entre Abraão e seu sobrinho Ló. Ambos eram muito ricos, tinham grande família e muitos empregados para cuidar do seu gado e de seus rebanhos. Os pastores de ambos começaram a contender por causa do uso da terra e especialmente pelos poços de água porque o rebanho era muito grande e estava ficando impossível habitarem juntos. Foi quando o patriarca Abraão chamou seu sobrinho e lhe disse: “a terra toda está diante de ti. Não haja contenda entre nós e nem entre nossos pastores. Vamos pacificamente nos separar. Se você escolher ir para a esquerda, eu vou para a direita e se você escolher ir para a direita, eu vou para a esquerda, sem problema entre nós” (Gen.13:5-9). Ellen White descreve o episódio com as seguintes palavras: “Abraão voltou para Canaã “muito rico em gado, em prata, e em ouro”. Gên. 13:1-9. Ló ainda estava com ele, e novamente vieram a Betel, e armaram suas tendas ao lado do altar que haviam construído anteriormente. Logo acharam que os bens acrescentados traziam maiores dificuldades. Em meio de agruras e provações tinham morado juntos, em harmonia, mas em sua prosperidade havia perigo de contenda entre eles. Os pastos não eram suficientes para os rebanhos e gado de ambos e as frequentes discussões entre os pastores eram trazidas para ajuste aos seus senhores. Era claro que deviam separar-se. Abraão era superior a Ló em idade e em parentesco, riqueza e posição. No entanto, foi o primeiro a propor planos para conservarem a paz. Se bem que a terra toda lhe houvesse sido dada pelo próprio Deus, cortesmente declinou de seu direito.

“Ora não haja contenda”, disse ele, “entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos. Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda.”

Aqui se ostentou o nobre e abnegado espírito de Abraão. Quantos, em circunstâncias idênticas, não se apegariam com todo o risco aos seus direitos e preferências individuais! Quantos lares não se têm desta maneira esfacelado. Quantas igrejas não se têm desagregado, tornando a causa da verdade objeto de zombaria e injúria entre os ímpios! “Não haja contenda entre mim e ti”, disse Abraão, “porque irmãos somos”, não somente pelo parentesco natural, mas como adoradores do verdadeiro Deus. Os filhos de Deus, pelo mundo inteiro, são uma família e o mesmo espírito de amor e conciliação os deve governar. “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rom. 12:10) (Patriarcas e Profetas, p.133).

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