Meditação diária de 01/08/2019 por Flávio Reti – John Friend Mahoney
01/08/2019
Comentários da Lição 5 (3o Trim/2019) por Pastoral UNASP-HT
02/08/2019

Meditação diária de 02/08/2019 por Flávio Reti – Lasar Segall

02 de agosto

Jó 9:10  “Ele faz coisas grandes e insondáveis e maravilhas que não se podem contar”

Lasar Segall

Em 1967, os filhos de Lasar Segall criaram uma associação sem fins lucrativos na antiga residência e ateliê dele para servir de museu onde as obras do pintor, esculturista e gravurista judeu-brasileiro pudessem ser para sempre vistas e valorizadas pelo público, assim a memória do artista não morreria. Lasar Segall não era brasileiro propriamente, ele nasceu na Lituânia e veio em definitivo para o Brasil em 1923. Lá, ele já era artista conhecido, mas, segundo ele mesmo, foi aqui que suas obras passaram “pelo milagre da luz e da cor”. Na data dita acima, ele estava dentro do período modernista instaurado aqui no Brasil em 1922 com as obras de Anita Malfatti. O jovem Lasar era bem rodado no circuito das artes, porque estudou no seu país, mudou-se para Berlin, na Alemanha e depois para Dresden e em 1912 ele chegou ao Brasil para se encontrar com seus irmãos que já moravam aqui, inclusive uma irmã que se casou com um jovem da família Klabin. Suas primeiras exposições foram em São Paulo e em Campinas e nisso foi a primeira vez que os brasileiros tomaram contato com a arte expressionista Europeia, mas não houve muita aceitação no momento. Então, ele voltou para a Europa e se casou por lá. Separou-se da primeira esposa e se casou com a sobrinha de sua irmã, Jenny Klabin, filha de Maurício Klabin. Segall escolheu como personagens de suas pinturas as mulatas, as prostitutas, os marinheiros e quando se tratava de paisagem eram as favelas, as bananeiras. Mais tarde ele se dedicou também à escultura em gesso, pedra e madeira. Em 1957, o Museu Nacional de Arte Moderna preparou uma retrospectiva das obras de Lasar Segall em Paris, mas infelizmente ele morreu nesse mesmo ano, com 66 anos de problemas cardíacos. O Brasil está inserido no circuito das artes com nomes de grandes artistas nacionais, é um celeiro de obras célebres expostas nos museus de todo mundo. A visão de mundo de um brasileiro é bem diferente da visão de mundo de um europeu, por exemplo. Lá eles dispõem de casarões antigos, com mais de centenas de anos da sua construção, plantas e animais diferentes dos nossos, a língua, o povo, os costumes, tudo influencia a mente dos artistas de lá, enquanto aqui temos nossas diferenças que influenciam os artistas daqui.

Mas, pegando carona nesse assunto de criação artística, os artistas quando muito copiam o que já existe na natureza, quando imaginam sai uma obra distorcida chamada de impressionismo, na realidade impressionante mesmo na sua pobreza de significado, ao passo que Deus, nosso criador, tudo criou do nada. Pare e observe a beleza da criação, os tons de cores, a beleza da escultura, a relva, as matas, os animais, tudo dão provas da habilidade desse criador mor que simplesmente falou e tudo se fez. Não há como negar que Deus era um artista por excelência, digno de admiração e de reverência porque ele está acima da crítica.

Quando o homem se observa e vê o funcionamento do seu corpo isso é muito mais do que uma pintura, uma gravura, uma escultura, é um ser humano, criado pouco abaixo dos anjos (Sal.8:5). Acima de tudo com a razão crítica, poder de pensar e tomar decisões. Realmente, grande é o nosso Deus, mui digno de ser louvado (Sal.145:3). Os artistas que me perdoem.

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