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01/07/2020
Meditação diária de 03/07/2020 por Flávio Reti – Linotipo
03/07/2020

Meditação diária de 02/07/2020 por Flávio Reti – Leme

02 de julho

Provérbios 12:19  “O lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa dura só um momento”

Leme

Você não vai pensar que eu vou falar da cidade de Leme, aqui no interior do Estado de São Paulo, às margens da Rodovia Anhanguera, porque o leme que estou pensando é aquela peça que fica por baixo dos barcos e navios e em cima dos aviões, que os leigos quase nunca veem, mas que serve para dar direção ao barco ou ao avião. Existe até uma expressão, na língua Portuguesa, de “estar com a mão no leme” para indicar estar no controle da situação, dominando e dirigindo. É uma peça móvel que, conforme a intenção do timoneiro, vai mudar o curso da direção do barco ou do avião desviando o fluxo da água ou do ar fazendo uso da lei física de “ação e reação” fazendo a embarcação rodar para qualquer lado que se queira. Geralmente o leme é preso por baixo do barco ou por cima da cauda do avião. No caso dos barcos, se houver perda do leme, ele ainda pode ser direcionado com a ajuda de algum objeto que faça as vezes do leme, pode ser uma pá de remar e que pode evitar do barco ficar à deriva. No iatismo, o leme é o próprio corpo do timoneiro que joga o corpo para os lados dependendo de aonde ele quer levar o barco, ou ele vira rapidamente a posição das velas para que o vento faça o serviço do leme. O vocabulário náutico é muito amplo e só os afeiçoados ao mar, barcos, navios é que sabem usar e definir cada um dos termos. Os leigos, longe das águas e longe do mar, às vezes temos dificuldade para entender a linguagem dos marinheiros, timoneiros, e pessoal de bordo. Mas o pouco que sabemos já nos permite entender o que o apóstolo Tiago quis dizer quando escreveu que “os navios, embora tão grandes, e levados por impetuosos ventos, com um pequeno leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro” (Tiago 3:4). E o apóstolo segue dizendo que “assim também a língua é um pequeno membro e se gaba de grandes coisas” (v.5) e ele faz uma série de comparações com a língua humana. Ele se reporta ao leme, ao freio dos cavalos, a um pequeno fogo, quando compara a língua com esses itens para falar sobre sua importância. Para Tiago, “se alguém não tropeça com a língua, esse homem é um perfeito varão capaz de refrear também o seu corpo” (v.2). O leme nos dá uma grande oportunidade de pensar em coisas pequenas com grande poder de destruição e a língua é uma delas.

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