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01/04/2019
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02/04/2019

Meditação diária de 02/04/2019 por Flávio Reti – Francisco de Paula Cândido

02 de abril

Eclesiastes 9:5  “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa alguma…”

Francisco de Paula Cândido

Ele ficou mundialmente mais conhecido como Chico Xavier e sua figura virou caricatura em muitos muros e fachadas ostentando um grosso óculos escuro. Chico Xavier nasceu, viveu e morreu no Estado de Minas Gerais e foi um dos mais expoentes defensor do espiritismo no Brasil. Apesar de não ter estudado além do 4º ano primário, ele escreveu, dizendo que psicografava seus livros (450 livros que venderam mais de 50 milhões de exemplares) e com isso alcançou o patamar de escritor brasileiro de maior sucesso. Ele nunca se beneficiou de sua autoria, porque sempre doava os direitos autorais para uma instituição de caridade. Chico Xavier ao nascer recebeu o nome de Francisco de Paula Cândido, segundo a tradição católica, em homenagem ao santo do dia do seu nascimento, mas posteriormente foi substituído por Francisco Cândido Xavier. Apesar de quase analfabeto, escrevia muito e dizia psicografando o que os espíritos lhe informavam e ditavam. Cedo na vida ficou órfão de mãe e teve que trabalhar já que era um dos oito irmãos cujo pai era vendedor de bilhetes de loteria e a mãe enquanto vivia era lavadeira de roupas. Ele inicialmente trabalhou como vendedor de verduras que produzia na horta da família, depois tecelão e ultimamente como datilógrafo no serviço público. Desde os 4 anos de idade ele foi incomodado pelos que chamava de espíritos de desencarnados, alguns deles de personagens ilustres. Ele sempre dizia que via, ouvia e conversava com os espíritos. Com 5 anos perdeu a mãe e os irmãos foram todos espalhados entre os parentes e caiu a ele ficar com a madrinha, amiga de sua mãe, que sempre o maltratou e o vestia de menina, alegando que o menino tinha era o “diabo no couro”. A madrinha, além de surrar com varas, a famosa vara de marmelo, ainda lhe espetava garfos na barriga deixando-o com muitas cicatrizes. Certa vez o obrigou a lamber a ferida da perna de outro irmão adotivo como simpatia para curar feridas. O menino dizia que sentia alívio só quando conversava com o espírito da sua mãe. Seu pai cogitou em interná-lo considerando-o demente. Bem, a conversa com os espíritos continuou até a idade adulta e Chico Xavier caiu de vez para o lado do espiritismo de modo que se formavam filas o dia inteiro na porta de sua casa para uma consulta com os espíritos. Posteriormente ele foi informado que seu mentor espiritual era Emanuel e que este havia sido o senador romano Publius Lentulus que morreu e reencarnou para ser o padre jesuíta Manoel da Nóbrega. Ele não aceitava presentes e nem dinheiro e na sua morte se fez uma vaquinha para custear as despesas do sepultamento. Dois jornalistas (David Nasser e Jean Manzon) tentaram entrevistá-lo descaracterizados disfarçadamente. Mas ao ofertar-lhe um dos seus livros ele autografou com o nome exato dos dois jornalistas, desmascarando-os.

Bem, quem lhe dava esse poder? Se a bíblia ensina que os mortos estão no esquecimento e que jamais retornam, alguém estava por trás da sua arte de psicografar, quem seria? A conclusão é sua. Ele morreu e está enterrado em Uberaba e até hoje nenhum espírito surgiu para mudar sua situação de defunto. Então, onde está o poder dos espíritos?

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