Meditação diária de 01/01/2019 por Flávio Reti – Ulrico Zuínglio
01/01/2019
Comentários da Lição – 1o. Trim/2019
02/01/2019

Meditação diária de 02/01/2019 por Flávio Reti – Isaac Asimov

02 de janeiro

Lucas 9:25  “Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder-se?”

Isaac Asimov

Nesta data, numa pequena cidade no sudoeste da Rússia nascia em 1919 Isaac Asimov. Era filho de um comerciante de nome Judah Asimov, proprietário de um moinho e cuja mãe era dona de casa, mas também oriunda de uma família tradicional judia. A família escolheu esse nome por causa de um cereal de inverno que seu avô negociava para moer com o nome de “ozimiye”. Com três anos de idade sua família emigrou para os Estados. Como seus pais só falavam ídiche e inglês com ele, ele nunca aprendeu o russo. Aos cinco anos ele aprendeu a ler e ficou fluente em iídiche e Inglês. Em Nova York seus pais criaram uma loja de doces e a família toda se envolvia com a loja. O menino Isaac comprava revistas baratas de papel jornal e se deliciava com leituras de ficção científica. Aos onze anos ele próprio começou a escrever suas histórias nessa área de ficção e aos dezenove anos era o maior fã de literatura de ficção e começou a vender suas primeiras histórias. A partir daí, ele foi para a Universidade de Columbia, onde se graduou em 1939, depois cursou um Ph.D. em bioquímica, em 1948. Entretanto, passou três anos, durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhando como civil na Naval Air Experimental Station, do porto da Marinha em Filadélfia. Quando a guerra acabou, ele foi destacado para o Exército Americano, tendo só servido nove meses antes de ser honrosamente reformado. Durante sua breve carreira militar, ele ascendeu ao posto de cabo, baseado na sua habilidade para escrever à máquina, e escapou por pouco de participar nos testes da bomba atómica em 1945 no atol de Bikini. Em seguida ele fez doutorado na faculdade de medicina de Boston e passou a ensinar, mas escrever era seu ponto forte e escrevendo ganhava mais do que como professor, por isso se tornou escritor de tempo integral. Mas continuou como professor catedrático de bioquímica e antes de morrer doou para a Universidade sua coleção de material escrito: 464 caixas distribuídas em 71 metros de prateleiras. Agora pense um pouco: Um homem com essa mente tão brilhante e aberta para a ciência, era um claustrófilo. Sonhava em ter uma banca de jornal, bem pequena, numa estação do metrô e lá dentro, fechado, ele só escutaria o som dos trens passando. Era também medroso de voar, o que só fez duas vezes na vida enquanto esteve na Naval Air Station como soldado. Em todas as convenções científicas, lá estava ele palestrando, conversando, respondendo perguntas, dando autógrafos. Nunca aprendeu a nadar ou andar de bicicleta. Depois de tanta coisa escrita nessa área de ficção científica, morreu Asimov em 1992 de AIDS, doença que contraiu numa transfusão de sangue numa operação de ponte de safena. Famoso, mas com uma morte humilhante por causa do preconceito da Aids que a família tentava esconder. Foi-se um gênio de quem poucos se lembram.

Que será vão dizer de mim depois que eu morrer? Meus amigos e familiares se lembrarão de mim por causa de que? Dos meus defeitos? Das minhas atitudes inconsequentes? Ou deixarei para os que vierem depois de mim um legado digno de ser imitado? Eu sou o que sou por causa da vida que estou levando e viver bem é a grande arte da vida.

Os comentários estão encerrados.