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01/11/2017

Meditação diária de 01/11/2017 por Flávio Reti

01 de novembro
Dia de todos os santos

Salmos 16:3   “quanto aos santos que estão na terra, eles são os ilustres nos quais está todo o meu prazer”

Aqui no ocidente todos sabem que a igreja católica é a maior organização religiosa cristã com mais de 1 bilhão de fieis em todo o mundo cristão. Quer ter uma ideia, Campinas tem 1 milhão de habitantes, multiplica isso por 1.000 e você terá 1 bilhão. Quer dizer, o número de católicos no mundo cristão é igual a mais de 1.000 vezes a população de Campinas. O catolicismo tem como crença o culto aos santos. Eles criam os santos e depois cultuam. A igreja crê que homens grandemente virtuosos, que viveram uma vida irrepreensível, podem ser canonizados e considerados santos e prega ainda que eles estão no céu a disposição dos seres humanos aqui na terra. Canonização é o nome que se dá ao processo pelo qual uma pessoa se transforma em santo no céu, segundo a crença dos católicos. A igreja já canonizou aproximadamente 3.000 santos. Aqui no Brasil, temos a madre Paulina que virou santa Paulina, o Frei Galvão, estes canonizados oficialmente. Mas temos também alguns considerados santos, mas não canonizados, é o caso da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, do Padrinho Cícero do Juazeiro.

Ainda me lembro de uma brincadeira que vi entre dois italianos, meus vizinhos de infância. Os dois tinham um sítio cada um, mas um deles, a família Svizero, construiu uma capela no sítio e todo ano fazia uma festa com fogos, quermesses, comidas italianas e no final da noite um bailão. O povão da vila acorria para lá, para a festa de Santo António, “o venturroso” como diziam os svizeros com sotaque italiano. Um dia, encontrando-se com Hugo Marconi, proprietário do outro sítio, este lhe disse: Eu também vou construir lá no meu sítio uma igrejinha e vou pôr um santo lá e fazer festa também. O senhor Svizero, inocentemente, perguntou: E que santo você vai pôr lá? Ao que Hugo Marconi lhe respondeu: vou colocar lá o “santo Rapa”. Essa resposta vinha do fato de que todos comentavam na vila que os svizeros faziam festa para arrancar dinheiro da população e não davam nada para a igreja matriz da vila. Santo aqui era motivo de brincadeira entre os dois italianos.

O conceito de santo é muito discutido. Santo é Deus, e ser como Deus para nós é impossível. A bíblia considera santo aquele que está no processo de santificação, santo dentro de suas limitações. Os apóstolos costumavam chamar os crentes de santos, quando sabidamente eles não são santos. Veja como o apóstolo Paulo se refere aos crentes romanos ao escrever para eles: “a todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados para serdes santos: Graça e paz da parte de Deus nosso pai e do senhor Jesus Cristo” (Rom.1:7). Essa foi sua saudação na introdução da sua carta. Ele mesmo, Paulo, antes de sua conversão, ele diz que encerrou muitos dos santos nas prisões (At.26:10) querendo dizer os crentes. Noutra ocasião, Paulo mesmo se diz o menor de todos os santos (Ef.3:8). Não consideramos ninguém santo, e ficamos até preocupados com as palavras do apóstolo Pedro ao dizer “Porquanto, está escrito: sereis santos, porque eu sou santo”, “mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento” (I Ped.1:15,16). Ser santo é o ideal, mas concluamos, estamos muito aquém do ideal. Creio firmemente na afirmação do apóstolo Paulo, falando aos crentes de Corinto, que nós seremos transformados, num abrir e fechar de olhos, numa piscada. Eu tenho consciência de que em mim não há nada que me recomende como santo aos olhos de um Deus santo, por isso que eu creio na transformação trazida com Cristo na sua vinda para aqueles que o esperam e aguardam. Que Deus seja propício em nos alimentar a fé, para não esmorecermos, até aquele grande dia da volta de Jesus. Somente lá, então, seremos santos realmente.

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