Feliz Ano Novo 2019
31/12/2018
Meditação diária de 02/01/2019 por Flávio Reti – Isaac Asimov
02/01/2019

Meditação diária de 01/01/2019 por Flávio Reti – Ulrico Zuínglio

01 DE JANEIRO

Apocalipse 2:10  “Não temas as coisas que hás de padecer…”

Ulrico Zuínglio

Em 1º de janeiro de 1484 nascia na Suíça o teólogo Ulrico Zuínglio que posteriormente veio a ser o grande reformador e líder da reforma protestante e fundador das igrejas reformadas na Suíça.  Ele nasceu de uma família de classe média, seu pai, que também se chamada Ulrico, era o juiz da cidade e seu tio Bartolomeu era o vigário principal. Estudou primeiramente em Basileia, depois em Berna e em 1506 obteve o título de “Magister Sentenciarum”, um título correspondente a mestre nas sentenças de um tal Pedro Lombardo, e no mesmo ano de sua formatura foi escolhido como sacerdote de uma paróquia na cidade de Glanora, mas ao invés de se desligar dos estudos para se dedicar ao sacerdócio, ele continuou no mundo da cultura tornando-se um grande promotor humanista. Em 1516 ele já estava na abadia de Einsiedeln como capelão e ali ele presenciou as exuberâncias da igreja dominante e as superstições ignorantes e grosseiras da população em geral e isto o preparou para se aproximar das ideias reformistas de Lutero, ficando muito chocado com o comportamento da sua própria igreja. Em 1519, dois anos depois da conflagração da reforma por Lutero, ele já se achava em Zurique, foi quando começou a criticar com veemência a venda de indulgências e a pregar a bíblia como “o evangelho puro”. Ele atacou fortemente o celibato católico e se aproximou de uma viúva com quem se mancomunou publicamente. A partir daí ele começou a criticar cada vez mais a devoção à nossa senhora, aos santos, às autoridades dogmáticas, o culto às imagens, a missa e o sacrifício. Nesse ponto, o bispo de Constança o proibiu de pregar e o declarou mais um herege. Casou-se secretamente em 1522 com Anna Reinhard e entrou de cabeça na obra da reforma partindo do princípio que só a bíblia tinha a doutrina séria para a salvação e passou a negar a lógica da salvação pelas obras, a intercessão dos santos, a obrigatoriedade dos votos católicos, a existência do purgatório e o simbolismo da eucaristia que declarava que a hóstia era o corpo de Cristo consubstanciado. A reforma de Zuínglio foi apoiada pelo magistrado e pela população de Zurique e levou a mudanças significantes na vida civil e em assuntos de estado em Zurique. O governo de Zurique anulou a proibição do bispo, introduziu a língua alemã na liturgia ao invés do latim e aboliu o celibato eclesiástico. A Reforma Protestante propagou-se desde Zurique a outros cantões da Suíça. As reformas de Zuínglio criou cantões contrários na Suíça e ele sempre acompanhava as tropas do governo como capelão para abafar movimentos contrários e numa dessas ele foi morto na batalha em 11 de Outubro de 1531, jovem ainda, com apenas 47 anos. Afirma-se que seu cadáver foi esquartejado e entregue às chamas da “santa inquisição”. Assim tombou mais um grande reformista e arauto do evangelho nas trevas da idade média.

Deus sempre teve seus arautos em todas as épocas, mas se você tiver que ser um deles, como será sua atuação? Corajosa? Intimidado? Ousado e disposto a morrer pela causa? Oxalá Deus nos dê essa fibra moral que expressaram os homens escolhidos como baluartes da obra de reformar o mundo de seus dias!

 

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