Comentário da lição Escola Sabatina 4
21/07/2021
Culto de Adoração
24/07/2021

Meditação diária 24/07

Para que os cães sempre 

cheiram um ao outro? 

João 7:24 “Não julgueis pela aparência, mas julgai segundo o reto juízo” 

Há na língua portuguesa um recurso de linguagem chamado sinestesia que consiste na mistura de sensações. Nós dizemos um grito ardido, um cheiro azedo, um vermelho berrante, sendo que grito se sente com a audição e ardido se sente com o paladar, logo grito nunca é ardido. Cheiro se sente com o olfato e azedo se sente com o paladar, logo cheiro nunca é azedo. Vermelho se sente com a visão e berro se sente com a audição, logo grito nunca e ardido. Em todos esses casos nós cruzamos os sentidos, o que não é normal, mas é um recurso da língua para dar destaque ou ênfase. Quando um animal cheira o outro é porque ele vê o mundo do outro pelo olfato. Quando um cão cheira o outro ele sabe o que ele comeu, sabe se tomou algum medicamento pelos odores do corpo. O olfato é o principal sentido dos cães, muito mais sensível do que o olfato humano. Através dele são capazes de reconhecer seus donos e outros cães. Ele “enxerga” o mundo pelos odores que sente. Na região traseira do animal há vários odores que fornecem muitas informações aos demais cães. Lá se encontra uma glândula de cheiro chamada glândula anal ou adanal, que identifica cada animal como uma espécie de impressão digital. Um cão que quer se demonstrar superior levanta o rabo para demonstrar que tem orgulho do cheiro do seu ânus, enquanto um animal submisso o esconde com o rabo no meio das pernas como se estivesse dizendo que não faz questão de ser importante e que não tem orgulho do seu cheiro nem do alimento que vem comendo ultimamente. Quando eles chegam o nariz na traseira de outro cão, o que eles fazem é coletar uma grande quantidade de informações sobre o outro animal, como qual comida ele comeu, o cheiro do ambiente onde moram, se é macho ou fêmea e até o estado emocional. Já o ser humano identifica quase tudo com os olhos e com os ouvidos. Se ele viu alguma coisa ou se ouviu falar, pronto, já acha que sabe tudo a respeito da outra pessoa, mas nem sempre dá certo esse tipo de julgamento. É por isso que Jesus disse aos seus discípulos que não julgassem para não serem julgados, porque com o critério com que julgavam poderiam ser julgados de igual modo. O juízo humano é muito falho, só o julgamento de Deus será justo, logo, julgamos pior do que os animais que usam apenas o olfato.

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