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Meditação diária 22/05 – Quem Criou o alfabeto braile?

Gênesis 12:2  “E farei de ti uma grande nação, abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção”

Quem criou a escrita Braille foi um jovem de 15 anos que ficou cego aos 5 anos quando estava brincando na oficina de seu pai com uma sovela de furar couro, porque seu pai era seleiro (pessoa que fabrica sela para montaria e tração animal). Ele feriu um dos olhos, o esquerdo, causando uma forte hemorragia. Como não foi tratado adequadamente, porque não havia assistência médica eficiente, houve uma infecção que logo se generalizou e atingiu o outro olho deixando-o cego dos dois olhos quando estava com 5 anos. Seu nome, Louis Braille. Mesmo cego ele frequentou a escola, gravando tudo de ouvido e surpreendendo seus professores com sua inteligência excepcional. Com 10 anos ele ganhou uma bolsa de estudo no Instituto Real de Jovens Cegos de Paris, uma escola especializada em ensinar jovens cegos como ele. Louis Braille desenvolveu também o senso musical e de ouvido se tornou um excelente pianista vindo a ser o organista na Catedral de Notre Dame. Com apenas 15 anos de idade Louis Braille, em 1824, concluiu seu invento que foi a criação de um alfabeto que representasse as letras do alfabeto normal com pontuação, com acentuação e até com sinais matemáticos, tudo isso com a combinação de 63 conjuntinho de pontos em alto relevo para ser lido com os dedos. O jovem Braille viveu somente até os 26 anos, mas deixou várias obras de Aritmética, de Música, de mapas, de geometria para uso dos cegos. Em resumo eram pontinhos em relevo cincunscritos dentro de um quadrado imaginário. Em 1852 faleceu de tuberculose o gênio da escrita para cegos consciente de que seu trabalho não foi em vão e que muitas pessoas no futuro ainda seriam beneficiadas pelos seus esforços. Está aí um pensamento animador: Ter consciência de ter passado por essa vida e ter sido de alguma forma útil à sociedade, aos irmãos, à família, aos mais próximos. Dura coisa é, no horizonte da vida, olhar para trás e se ver como um inútil, alguém que viveu como mais um na multidão sem deixar nada de útil para ser lembrado. Viver uma vida vazia de significado deve ser muito frustrante e morrer esquecido pelo mundo é ainda muito mais frustrante. A vida deve ser vivida ao máximo, com altruísmo, com dedicação, para que ao morrer alguém, pelo menos, diga: “Aqui jaz um cidadão que deixou um legado para o mundo. Descanse em paz”. Dura coisa será alguém dizer “aqui jaz um cidadão que viveu em vão, já vai sem deixar saudades”.

Flávio Reti

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