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Meditação diária 14/05 – Quem foi “o Aleijadinho”?

I Coríntios 11:1  “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”

O aleijadinho foi um grande escultor, entalhador em pedra que viveu no período do Brasil colonial, nascido em 1730 e falecido em 1814. Viveu 84 anos na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Seu nome de batismo era Antônio Francisco Lisboa, filho de um imigrante português com uma escrava e ele nasceu mulato. Por ser mulato, nem preto, nem branco, ele sofreu muito preconceito. A sociedade não aceitava os mulatos porque julgavam ser filhos ilícitos, fortuitos, frutos de exploração dos portugueses sobre as escravas. Ele só cursou os primeiros anos escolares, o restante da sua profissão aprendeu com o pai que era carpinteiro e também conseguiu ainda aprender música e Latim com os padres da cidade. O nome de aleijadinho ele ganhou por causa de uma doença que o acometeu aos quarenta anos de idade deixando-o deformado de mãos e pés. Era muito grave a doença, mas na época ninguém se atinou qual seria e sequer sabiam a cura. Conta-se que ele continuou fazendo sua arte trabalhando com os instrumentos de fazer esculturas amarrados nos punhos e se arrastava ao redor de suas obras. Assim morreu ele sem nunca deixar de trabalhar para lamentar sua condição. As obras de aleijadinho, normalmente estátuas e esculturas, estão espalhadas por várias cidades de Minas Gerais e sem nunca ter saído do Brasil ele é comparado aos maiores artistas escultores italianos. Sua obra mais badalada é a paixão de Cristo com os doze apóstolos da frente da Igreja de Matosinhos em Congonhas do Campo. São esculturas esculpidas em pedra sabão que, hoje, com mais de 200 anos, já apresentam algumas infiltrações e corrosões do tempo. Na história de aleijadinho somos obrigados a destacar a pertinácia, a insistência dele em continuar trabalhando sem condições, com suas ferramentas amarradas pelos amigos ao seu punho, mas ele nunca desistiu. Quanta diferença quando vemos pessoas sadias, normais, com boa saúde se negando a fazer qualquer esforço, preferindo muitas vezes viver da misericórdia dos outros e sem ânimo de sequer trabalhar para ganhar a vida. Eu me lembro de Rui Barbosa quando disse que “aquele que sobe na vida às custas de outrem deixa sempre atrás de si um rastro de humilhação”. Pessoas estão nos observando e pessoas estão nos copiando, qual será então nossa influência sobre os demais? Quer queiramos ou não, nós sempre estamos exercendo alguma influência, se não nas pessoas de fora, nas pessoas da nossa família, os filhos em primeiro lugar. Precisamos pensar na influência que exercemos porque podemos ser acusados da perdição dos nossos próprios filhos.

Flávio Reti

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