Comentários da Lição 1 (4º Trim/2016) por Flavio Reti
26/09/2016
Comentários da Lição 2 (4º Trim/2016) por Flavio Reti
04/10/2016

Meditação de Pôr do Sol de 30/09/2016 por Priscila Maria

 
ALÍVIO DIANTE DO SOFRIMENTO
 
“Pois não menosprezou nem repudiou o sofrimento do aflito; não escondeu dele o rosto, mas ouviu o seu grito de socorro.” Salmo 22:24
 
Venho de família não adventista. Quando tinha 14 anos, meus pais me colocaram no IASP, onde conheci o evangelho. Emocionada com a novidade, fui batizada.
 
Com o tempo, descobri que existem os convertidos e os convencidos. Naquele momento, creio que tenha sido apenas convencida. Enquanto estive no colégio, no convívio com as pessoas da igreja, foi tudo muito fácil, estava muito feliz. Após três anos, precisei voltar a Itatiba, onde meus pais moravam.
Depois que me mudei, frequentei a igreja da cidade apenas por alguns meses e logo perdi minha motivação espiritual. Senti-me sem vontade de orar, sem fé e sem amigos. Sai da igreja e segui minha vida. Casei-me e, aos 16 anos, tive meu primeiro filho, Gabriel. Depois do nascimento dele, tentei voltar à igreja, fiz algumas visitas, mas como meu marido não ia comigo, fraquejei e parei de frequentar.
 
Fiquei casada por seis anos e logo meu relacionamento acabou. Então, conheci outro homem, com quem estive por 14 anos e tive mais três filhos. Entretanto, sempre me deparava com as surpresas das escolhas erradas que fazia. Nesse período tive contato com alguns adventistas, mas a vida de meu compenheiro me afastava cada vez mais de Cristo. Ele se envolveu com tráfico de drogas e logo foi preso. Durante oito anos eu o visitei em diversos presídios da região. Fazia tudo por ele, coisas impensáveis. Só queria vê-lo feliz.
 
Quando meu companheiro saiu do presídio, foi morar conosco. Eu estava grávida de minha filha mais nova. Vivemos juntos por mais dois anos, mas ele me abandonou com as crianças para viver dissolutamente. Cerca de seis meses depois, voltou a ser preso. Assim que isso aconteceu, ele me escreveu pedindo perdão. Perdoei-o e o aceitei novamente, acreditando que tudo mudaria.
Certo dia recebi a visita de Eliane, uma jovem vendedora de suplementos nutricionais. Em seu modo de falar, notei sua mansidão e seu carinho. Ela me convidou para assistir a uma semana de oração com o pastor Ari Cidral. Senti vontade de ir e fui com meus três filhos pequenos. Foi então que me dei conta de que algo teria de mudar. Meus filhos estavam crescendo e a cada dia nos aproximávamos da volta de Jesus. Nunca me esqueci dos ensinamentos que tive no colegio e sabia que se não tomasse alguma providência, nós nos perderíamos.
 
Toda vez que visitava meu companheiro, contava-lhe das maravilhas que eu estava aprendendo, pois sempre descobria algo novo nos estudos. Ele me garantia que, quando saísse da prisão, iria conosco à igreja. Quando isso ocorreu, começamos a frequentar os cultos juntos; porém, a vida dissoluta ainda o seduzia. Assim, ele desistiu da igreja.
 
Conheci um casal que se ofereceu para nos dar estudos bíblicos. Contudo, enquanto eles entravam por uma porta, meu companheiro saía pela outra. Aquilo me corroía, porque eu queria tomar uma decisão ao lado de Cristo. Meu desejo era regularizar nossa situação matrimonial a fim de que eu pudesse ser batizada; no entanto, ele não queria fazer isso.
 
Eu orava a Deus pedindo que meu companheiro se convertesse. Enquanto isso, participava do clube de aventureiros e incentivava meus filhos a estarem envolvidos na igreja.
Como os conflitos estavam cada vez piores, ele sugeriu que mudássemos de cidade para começar tudo de novo. Eu fui. Todavia, não houve nenhuma mudança. Ao contrário, meu companheiro ficava cada vez menos em casa e cada vez mais envolvido com os prazeres do mundo.
 
Comecei a frequentar uma comunidade adventista que havia começado perto de minha casa e sempre orava para que a situação mudasse. De fato, mudou: meu companheiro se foi e não voltou mais. Aliás, voltou apenas pra dizer que nosso relacionamento havia acabado. Eu acredito que Deus está no controle de tudo e que permitiu que isso ocorresse.
 
Em 25 de abril de 2015, eu e minha filha de 10 anos fomos batizadas. Sei que o Senhor está à frente de nosso lar, de nossa vida e que nada poderá nos separar do amor Dele. Fiquei muitos anos longe da vontade divina e sofri muito, mas enfim voltei aos braços do Pai. Aproveite para estar junto desse Deus que nos salva.
 
Priscila Maria
Frequenta a igreja do Parque das Nações, em Itatiba, SP.

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