Comentários da Lição 5 (1º Tri/2016) por Jael Enéas
26/01/2016
Comentários da Lição 6 (1º Tri/2016) por Jael Enéas
03/02/2016

Meditação de Pôr do Sol de 29/01/2016 por Bruno Grange

AME INCONDICIONALMENTE

E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais. João 8:11

Minha mãe Nanci é nordestina da Bahia, retirante para o Rio de Janeiro. Meu pai Franciso de Assis é descendente de colonos europeus e natural da cidade de Petrópolis/RJ – da qual herdamos o sobrenome francês. Minha mãe foi criada na fé Batista. Meu pai, apesar de ter sido gerado em um lar espírita, viu sua mãe converter-se à fé adventista, e se tornar cofundadora de igrejas na baixada fluminense, influenciando-o ao batismo na infância. Porém, ambos em sua juventude seguiram uma vida secular e sem esperança.

Antes mesmo de eu ter nascido, minha avó paterna convidou meus pais, que ainda eram noivos, para visitarem a Igreja Adventista na tentativa de trazê-los para sua fé. Apesar de relutante, minha mãe aceitou o convite e como quem vai visitar alguém ilustre se produziu com a melhor roupa, seus melhores brincos e maquiagem. Ao adentrar ao templo, percebeu imediatamente olhares e comentários sobre sua pessoa. Os irmãos da congregação foram assertivos em apontar seu batom e suas roupas. Setas de acusação vieram até do púlpito com o pregador desferindo duros golpes na pecadora que acabara de conhecer a tal igreja. Ao sair de lá, já aos prantos, minha mãe prometeu a si mesma que jamais entraria em um templo Adventista novamente. Deste dia em diante, as únicas lembranças religiosas que tenho da minha infância são a nossa empoeirada Bíblia aberta no Salmo 23; as repetidas orações à Ave Maria que eu ouvia na escola primária católica; e da nossa adoração às praias da Zona Oeste do Rio de Janeiro as quais frequentávamos religiosamente todo fi nal de semana. Graças a esse infortúnio não vivi minha infância num lar cristão e por muito pouco quase perdi a Salvação.

Na adolescência decidi seguir meus próprios caminhos semelhantemente aos meus pais. Era aficionado por Rock. Participei várias vezes do “Rock in Rio” e dos subversivos “showzinhos no Garage”. Meus estilos preferidos eram o agressivo punk rock e o melancólico grunge. Formei uma banda com amigos para extravasar toda aquela rebeldia; tinha nojo de religião, ao ponto de cuspir nas igrejas ao passar por elas. Entre minhas bandas preferidas, destaco “Bad Religion” e “Black Sabbath” – que em tradução livre significam respectivamente: “Religião Má” e “Sábado Negro”. Mas, apesar de estar tão distante, Deus tem Seus planos e conseguiu converter toda a nossa família aos Seus caminhos.

Coincidentemente, no ano de 2014, eu e minha esposa tivemos o privilégio de ser nomeados os líderes do Ministério da Recepção da igreja do IASP. Por algumas vezes, recebemos irmãos visitantes nos portais do templo aos prantos, esperando apenas um simples abraço, um sorriso e uma palavra de benção. Acreditamos ter feito a diferença na vida daquelas pessoas e mudado a sua história, como deveria ter sido feito com minha mãe anos antes. A mágoa intensa passou e deu lugar ao perdão, e espero que este testemunho toque o seu coração como um chamado para agir como Cristo o faria. Receba bem, não importa quem. Ame as pessoas como são ou estão. Não torne sua igreja em um tribunal frio – torne-a em um pedaço do céu, pois é lá que queremos estar.

Viva o Evangelho. Ame e deixe amar.

Bruno Grange
Chegou à Igreja do IASP em 2009. Em 2014 foi líder do Ministério da Recepção junto com a sua esposa Talita Grange. Em 2015 atuou como líder do Ministério Jovem.

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