Meditação de Pôr do Sol de 28/10/2016 por Roosevelt P. Cangussú

Comentários da Lição 5 (4º Trim/2016) por Flavio Reti
27/10/2016
Comentários da Lição 6 (4º Trim/2016) por Flavio Reti
31/10/2016
 
EM BUSCA DA VERDADE
 
“Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há. No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou.” Gênesis 2:1-2
 
Na década de 1940 meu avô morava em uma fazenda na Bahia, quando recebeu a visita de um colportor evangelista. Após ouvir a oferta, ele comprou a obra O Grande Conflito, e também Vida de Jesus, Vencedor em Todas as Batalhas, O Raiar de um Novo Dia, entre outras. Apesar de não ter estudado muito, ele se dedicou à leitura dos livros. Naquelas páginas, ele descobriu e se tornou convicto de que o verdadeiro dia de descanso era o sábado.
 
Na cidade de Palmeiras, onde morávamos, não havia Igreja Adventista. Como meu avô não recebeu estudos bíblicos e não sabia como observar o sétimo dia, começou a guardá-lo da forma como achava ser correto. Vovô guardava somente a parte clara do dia, acreditando que o sábado durava de meia-noite a meia- noite. Quando ele acabava as atividades na parte da manhã, guardava a parte da tarde. Quando não havia trabalho a ser feito logo cedo, ele guardava a parte da manhã. Dessa forma, ele observava o sábado quando não havia trabalho, acreditando que podia guardá-lo parcialmente.
 
Meu pai, também semianalfabeto, era adulto nessa época. Ele também acreditava na santidade do sábado, mas nenhum deles conhecia alguma igreja que observasse esse dia. Foi nesse contexto em que eu e meus seis irmãos crescemos.
 
Quando eu tinha sete anos, nós nos mudamos para o Paraná e, depois, em minha adolescência, para São Paulo. Meu pai continuou buscando alguma igreja que guardasse o sábado. Chegamos a frequentar várias denominações, mas, quando ele ouvia que elas observavam o domingo, partia em busca de outra igreja. Por isso, frequentamos várias denominações antes de encontrar a Igreja Adventista do Sétimo Dia.
 
Providencialmente, minha irmã mais velha começou a trabalhar com uma senhora adventista. Quando ela chegou à nossa casa e disse a meu pai que havia conhecido uma religião que guardava o sábado, ele quis visitar a igreja imediatamente. Logo no primeiro dia que meu pai foi ao culto, queria ser batizado. Foi difícil o pastor convencê-lo de que antes deveria receber estudos bíblicos. Após os estudos, somente meu pai foi batizado. Depois de algum tempo, os demais membros da família também se decidiram pelo batismo. Nossa família congregava na igreja da Penha, em São Paulo.
 
Meu pai é falecido, mas morreu firme na fé em Cristo. Minha mãe e cinco de meus irmãos também são membros da igreja. Além disso, tenho dois sobrinhos que são pastores. Temos muito a agradecer a um colportor que, fazendo seu dedicado trabalho em lugares remotos, entrou em contato com meu avô, fazendo com que toda a família conhecesse a mensagem adventista e tivesse a oportunidade de se preparar para a vinda de Jesus.
 
Roosevelt Pinheiro Cangussú
Membro da Igreja Adventista do IASP desde 2003.

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