Comentários da Lição 9 (2º Trim/2016) por Guilherme Carrijo, Jeser Castro e Ricardo Dantas
25/05/2016
Comentários da Lição 10 (2º Trim/2016) por Guilherme Carrijo, Jeser Castro e Ricardo Dantas
02/06/2016

Meditação de Pôr do Sol de 27/05/2016 por Gilberto Rodrigues Jr.

O PODER DA VERDADE

“Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” João 8:32

O ano de 1989 foi inesquecível em minha vida por vários motivos. Fazia três anos que cursava a faculdade
de medicina, trabalhava como aluno de iniciação científi ca num laboratório de grande prestígio, recebi a
oportunidade de fazer um intercâmbio internacional na Europa e estava namorando a moça mais bonita e mais
interessante da minha turma, aos meus olhos. O que mais um jovem de 19 anos poderia querer? Foi quando
questões espirituais até então adormecidas foram revividas.

Nasci num lar em que a devoção ao catolicismo era muito forte. Assim, fui ensinado desde a infância
acerca dos deveres de um bom católico, tais como ir à missa todos os domingos, fazer a primeira comunhão,
confessar-me pelo menos uma vez ao ano e participar da hóstia. Essas práticas me faziam crer que, de alguma
forma, eu merecia o favor de Deus.
No entanto, sentia que alguma coisa estava errada. Existia, na verdade, um enorme vazio em minha vida.
Tinha a impressão de que algo estava faltando. Apesar disso, eu me mantive fi rme em minhas convicções
religiosas durante toda minha infância e adolescência. Abafava minha consciência, mesmo quando percebia
que as coisas não faziam muito sentido.

As questões confl itantes, porém, não me abandonavam e pareciam aumentar ainda mais, conforme eu
estudava a Bíblia sozinho. Além disso, a ciência parecia contradizer a fé, fazendo com que tudo parecesse
fábulas inventadas por homens. As evidências da história mostravam que minha igreja havia feito coisas terríveis
e difíceis de explicar. Eu não conseguia harmonizar a ideia de que os representantes de Cristo pudessem agir
de maneira tão contraditória, por isso, a Bíblia não fazia sentido para mim. Durante algum tempo me distanciei
desses assuntos e procurei viver como um bom católico, inserido no ambiente universitário e tendo a ciência
como primazia.

Contudo, esses não eram os planos de Deus para mim. Hoje tenho certeza de que o Senhor olhou para o
meu coração, para minha confusão interior e para a minha sinceridade e enviou o instrumento certo, capaz de
me desarmar e me alcançar.

Logo nos primeiros encontros, minha namorada se mostrou muito diferente, com hábitos que realmente me
impressionaram. Sempre muito meiga e autêntica, ela não usava bebidas alcoólicas nem se vestia de forma
chamativa. Nas primeiras vezes em que nos encontramos, ela me abordou com profundas questões espirituais.
Diante daquelas circunstâncias, eu me defendia com toda a confusão que havia dentro de mim, baseando-me
em uma mistura de ciência, espiritismo e catolicismo. Ela me olhou com bondade e me ofereceu um livro que
me auxiliaria em todas as minhas dúvidas. Essa obra foi O Grande Confl ito, instrumento que Deus usou para
me ajudar. Ao ler esse material, principalmente o capítulo 3, foi como se um raio caísse em minha cabeça. Ainda
me lembro da sensação de não conseguir parar de tremer e de chorar veementemente, ao ler o que estava
escrito naquelas páginas, pois não conseguia resistir às verdades ali apresentadas. Então, tudo passou a fazer
sentido. A verdade era terrível, porém, libertadora e curadora. Esse foi o inicio de tudo. Levariam ainda três
longos anos até me decidir pelo batismo.

Hoje, passado muito tempo, agradeço a Deus por aquela moça que teve a coragem de me dizer a verdade.
Se ela tivesse se escondido ou se disfarçado e não tivesse sido autêntica, com medo de perder o namorado,
eu nunca teria conhecido a Jesus Cristo. Ah, já ia me esquecendo! Hoje somos casados e temos três fi lhos, que
educamos no temor do Senhor. Sou muito grato a Deus porque Ele escreve a minha história.

Gilberto Rodrigues Jr
Médico, membro da igreja do IASP, casado com Valeria Mariano Rodrigues, pai de Bruna, Breno e Bernardo.

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