Comentários da Lição 9 (1º Trim/2016) por Jael Eneas de Araújo
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29/02/2016

Meditação de Pôr do Sol de 26/02/2016 por Edite Ostrovsky Teixeira

 

MILAGRE NA LAVOURA

Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. Malaquias 3:11

Meu avô, Kiss Juhasz Laszló, nascido na Hungria, combateu na Primeira Guerra Mundial e, como muitos outros, foi levado à prisão na Sibéria. Ele carregava em seu bolso uma pequena Bíblia e, numa noite, conversando com outro soldado, acabou entrando no assunto do verdadeiro dia de guarda. Vovô, insistente, dizia que o dia a ser guardado era o domingo. Enquanto isso, seu interlocutor, um adventista do sétimo dia, advogava a observância do sábado. Diante do impasse, os dois fizeram um pacto: aquele que não encontrasse na Bíblia argumentos para defender sua posição quanto ao dia de repouso mudaria de crença. O adventista foi dormir tranquilo, pois não havia necessidade de passar a noite procurando evidências quanto ao sábado, como fez meu avô em relação ao domingo. Quando amanheceu o dia, vovô correu para dizer àquele soldado que ele havia se tornado um adventista.

Quando ele foi liberto, a primeira coisa que fez voltando para casa foi procurar uma Igreja Adventista. Foi lá que ele conheceu minha avó, Zsuzsána. Eles se casaram e, após o nascimento do segundo filho, devido a vários fatores do pós-guerra, resolveram com outros húngaros deixar a pátria para se estabelecer na América do Sul. Em 1923, aportaram em Buenos Aires e logo depois, vieram para o Brasil.

À procura de terras férteis, escolheram Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. Numa sexta-feira à tarde, repentinamente os vizinhos ficaram alvoroçados. Todos se mobilizaram fazendo fogueiras e batendo em latas, porque corria a notícia de que uma praga de gafanhotos estaria chegando àquela região. Tranquilo, meu avô disse que não faria nada, pois tinha certeza de que Deus protegeria sua lavoura.

No sábado de manhã meus avós foram à igreja. Depois do almoço, de repente, eles ouviram um forte barulho. Quando buscaram saber o que estava acontecendo, viram uma grande nuvem negra de insetos invadindo as terras, devastando tudo em poucos minutos. Naquele dia meu avô havia chamado dois colportores para o almoço. Então, meus avós e os convidados foram para o quintal e se ajoelharam, clamando pela proteção de Deus, lendo Malaquias 3:11. Com espanto, os vizinhos, que haviam perdido suas plantações, não conseguiam acreditar no que viam na lavoura de meu avô: ela estava intacta! Quando os gafanhotos chegavam à divisa de suas terras, era como se houvesse um muro de vidro. Os insetos batiam, deslizavam, tomavam as laterais e corriam para as outras plantações, devorando tudo.

A notícia correu pela cidade, foi publicada em jornais e noticiada na Revista Adventista pelos pastores Orlando Pinho e Pedro Apolinário, os colportores que na época eram estudantes de teologia.

Meu avô pôde testemunhar a todos acerca do verdadeiro significado de descansar em Deus.

Essa experiência marcou nossa família. Atualmente estamos na sexta geração de adventistas que aguardam o grande privilégio de passar o primeiro sábado no Céu com nosso Criador.

Edite Ostrovsky Teixeira
Secretária da igreja do IASP

 

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