Meditação de Pôr do Sol de 23/12/2016 por Valerya M. Rodrigues

Comentários da Lição 13 (4º Trim/2016) por Flavio Reti
19/12/2016
Comentários da Lição 14 (4º Trim/2016) por Flavio Reti
29/12/2016
O MILAGRE DE CADA DIA
 
“Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” Salmo 46:1
 
Havia sido um dia cansativo, cheio de compromissos. Era uma quinta-feira normal na rotina de uma jovem estudante de Medicina que voltava para casa ao fim do dia. Não tinha pressa, afinal, logo estaria novamente com os mesmos amigos de atividades acadêmicas. Por isso, fiquei “matando o tempo” num dos quiosques de lanches próximo à saída do Hospital Escola, ponto de encontro diário, enquanto o Sol ainda iluminava o céu do fim de tarde.
Naquela época ainda carregávamos livros pesados e mochilas com pastas de arquivos, cadernos e blocos de anotações. Minha vida estava um pouco mais fácil, pois já não precisava voltar à casa enfrentando o tumulto das filas nos terminais de ônibus. Havia atingido a idade para tirar a habilitação e adquirido meu primeiro carro, algo que facilitava minhas idas e vindas da faculdade. Estava no sexto período do curso, usava roupas brancas e me sentia muito feliz, como se estivesse vivendo um conto de fadas.
 
O céu ainda estava claro e o Sol descia vagarosamente na cúpula do horizonte. Ajeitei-me no banco do automóvel, fiz uma oração silenciosa e me coloquei a caminho de casa, no mesmo ritmo de todos os dias. Gostava de ouvir músicas enquanto dirigia sozinha e, então, selecionei uma “companhia” agradável.
 
Havia vários caminhos para voltar e, na tentativa de fugir do rush das 17h30, eu costumava seguir pelo atalho que passava por dentro da Cidade Universitária. A Linha Amarela ainda não havia sido construída e a Linha Vermelha estava em franco processo de implantação. Atualmente, esses são os principais corredores expressos que cortam a cidade do Rio de Janeiro.
 
Estranhamente, o trânsito estava calmo. Havia menos carros circulando do que a expectativa para aquele horário; portanto, estava mais tranquilo para chegar à casa. Havia uma determinada parte do trajeto que passava por uma estrada que margeava um canal. Era uma área rural que ligava a saída do campus da Ilha do Fundão à avenida principal.
 
Eu seguia pela estrada e, atrás de mim, mais próximos, vinham outros três carros em velocidade constante entre 70 e 80 km/h. Subitamente, um cavalo atravessou a pista logo à minha frente, numa distância que não me permitia frear ou desviar a direção. A batida era inevitável! Não dava para parar o tempo e congelar aquele momento. Eu ai colidir com aquele cavalo e, depois disso, não sei se estaria narrando esta história.
 
Eu nunca havia visto cavalos por ali. Aquela era uma área em vias de urbanização, mas sem moradias por perto. Em frações de segundo, enquanto me angustiava com a possibilidade da colisão e a iminência do acidente, o milagre aconteceu, diante de meus olhos, de forma maravilhosa. O cavalo se assustou, recuando para trás, como se tivesse sido impedido de seguir adiante, como se alguém tivesse se colocado à sua frente, bloqueando a passagem. Foi o livramento mais maravilhoso que tive a oportunidade de viver. Meu carro passou incólume. Era como se aquele animal não estivesse ali. Foi muito rápido, mas foi no tempo certo!
 
Um anjo esteve ali, de forma real e oportuna. O Céu parou para observar aquele momento. Deus Se interessou por minha segurança, Ele me poupou do sofrimento e da morte.
 
Quando me lembro desse episódio ainda me arrepio, e uma gratidão infinita toma conta do meu coração, como se estivesse acontecendo agora. Os condutores dos outros carros que seguiam atrás de mim presenciaram a cena e ficaram estupefatos. Logo adiante havia um semáforo, no cruzamento com a avenida principal. Ao parar, aguardando o sinal, dois condutores saíram de seus carros e vieram me abraçar, comemorar e perguntar:
 
– O que foi aquilo? Vimos seu carro bater naquele cavalo! Eu disse:
 
– Foi um anjo. Deus conteve aquele cavalo.
 
Sei que Deus cuida de todos nós. Ele cuidou de mim quando voltava para casa naquele dia e comissionou um anjo para estar adiante de mim evitando um acidente. O Senhor opera muitos milagres todos os dias. Ele é “nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”!
 
Certa vez narrei este relato para o saudoso e querido pastor Sesóstris Cézar, quando tive a oportunidade de lhe dar uma carona. Na ocasião, ele me disse: “você precisa contar isso para as pessoas, você precisa publicar isso.” O pastor Sesóstris não está mais entre nós, mas minha “dívida” está paga!
 
Valerya M. Rodrigues
Natural do Rio de Janeiro, médica, membro da igreja do IASP, esposa de Gilberto Rodrigues Jr e mãe de três filhos lindos.

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