Meditação de Pôr do Sol de 14/10/2016 por Rebeca Silva Dantas
15/10/2016
Comentários da Lição 4 (4º Trim/2016) por Flavio Reti
20/10/2016

Meditação de Pôr do Sol de 21/10/2016 por Rodrigo Silverio

O DEUS QUE CUIDA DOS DETALHES

“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.” Salmo 34:7

Esta história ocorreu em 2010. Eu morava na cidade de Poá, SP. Sou adventista desde os nove anos de idade. Tínhamos uma pequena fábrica de bolsas e mochilas e daí vinha nosso sustento.

Certa tarde, no meio do trabalho, senti um cansaço anormal e precisei me deitar. Depois de horas dormindo, acordei com febre e pedi a ajuda de meus pais, que me levaram ao hospital. O médico que me examinou disse que era apenas uma febre e que logo passaria, mas isso não ocorreu. Piorei em pouco tempo e, depois de algumas semanas e muitos exames, fui a outro hospital. No caminho, algo me dizia que eu não voltaria para casa naquela noite.

Orei a Deus e fui, mas com um sentimento de derrota. No trajeto, uma música do quarteto Arautos do Rei começou a tocar, e a letra dizia: “você nunca está sozinho, Deus jamais o deixará. Ele tudo vê, não Se esconde ao ver você chorar”. Nesse momento, senti como se o Senhor estivesse me abraçando.

No hospital, descobri que tive um derrame pleural. Explicando de maneira simples, havia água na pele que envolve o pulmão, o que dificultava demais a respiração. Corria o risco de perder parte do órgão, o que me causaria problemas pelo resto da vida. Outra grande preocupação era a de não mais poder cantar. Sempre fui ativo na igreja, mas, cantar sempre foi o que eu mais amei fazer para Deus. A dor de não poder mais louvá-Lo era mais forte do que as dores no peito.

Os médicos decidiram então fazer uma punção, a fim de tirar o líquido do pulmão. Em virtude da situação, eu não poderia ficar muito tempo no hospital, pelos riscos de infecção e pelo número de pessoas que precisavam de atendimento. Correu tudo bem na microcirurgia, mas, a partir disso, começariam seis meses de recuperação. Durante esse período, eu teria de voltar semanalmente ao hospital, para receber doses de antibióticos.

Como autônomo, ouvi tudo isso como uma péssima notícia. Sentia dores constantes e só conseguia respirar melhor deitado, olhando para cima. Minha preocupação era de onde eu tiraria o sustento da minha família. Estava chegando o Natal e tenho dois filhos que já começavam a pedir presentes. Nesse contexto, vi nitidamente a mão de Deus suprindo nossas necessidades.

Ocorreu no sábado, 5 de dezembro de 2010, dia do aniversário de minha esposa. Antes de prosseguir com o testemunho, preciso mencionar um detalhe importante. Ninguém sabia de nossa situação financeira e não havíamos pedido ajuda a ninguém. Apenas Deus conhecia nossas dificuldades e o que nos supriria naquele momento.

Às 8h da manhã bateram à nossa porta. Era uma irmã de outra igreja do nosso distrito. Ela pediu desculpas pelo horário, mas disse que precisava estar ali. Todo mês ela separava uma quantia especial para ajudar pessoas e, naquele dia, Deus a mandou ir e entregar à minha família. Foi uma grande surpresa!

Surpresa maior foi que isso se repetiu por mais três vezes até o pôr do sol daquele sábado. Deus providenciou a quantia correspondente a um bom mês de trabalho.

Comemoramos o aniversário de Esther e o Natal. Contrariando a previsão inicial, consegui voltar a trabalhar em menos de três meses. Continuei minha recuperação e recebi o maior dos milagres. O médico havia me dito que a doença deixaria sequelas e que eu ainda teria alguma dificuldade para respirar, mas isso não aconteceu. Meu pulmão ficou como se eu nunca tivesse tido algum problema. Essa notícia significava que eu não precisaria deixar de cantar, por isso, considero como um grande presente cada oportunidade que tenho para louvar a Deus. Quando canto louvores ao Senhor, eu o faço de todo o coração.

Deus cuidou de tudo, de todos os detalhes. Acredite, o Senhor pode e quer cuidar de cada um de seus problemas, basta entrega-los nas mãos Dele e confiar!

Rodrigo Silverio
Casado, 2 filhos, membro da Igreja do IASP há 4 anos.

Os comentários estão encerrados.