Comentários da Lição 7 (4º Tri/2015) por Moisés Sanches Jr.
13/11/2015
Meditação de Pôr do Sol de 27/11/2015 por Juliana Carvalho Santos
27/11/2015

Meditação de Pôr do Sol de 20/11/2015 por William Tiago Bianchi

ORANDO AO POR DO SOL

“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o
Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus
próprios olhos; tema ao Senhor e evite o mal.” Provérbios 3:5-7

Estava minha mãe numa sexta-feira à tarde, quase na hora do pôr do sol, na comunidade chamada
três coqueiros no interior do Rio Grande do Sul. Ela observou algumas pessoas no campo de futebol,
atrás da igreja, formando um círculo. Com 15 anos e curiosidade aguçada, perguntou para sua professora,
quem era aquelas pessoas. A professora, muito dedicada à outra religião, falou que aqueles eram de uma
“seita” chamada Adventista do Sétimo Dia. E completou: “Não se aproxime.”

O tempo passou, minha mãe se casou, teve dois filhos e estava procurando uma boa educação
para nós que nessa época estudávamos na escola pública. Então, depois de algumas visitas encontraram
uma nova escola, a Escola Adventista de Erechim e gostaram muito. Matricularam-nos e estavam maravilhados
com o ensino da escola, muito distante de ser uma seita como aquela professora havia falado para
minha mãe há muitos anos. Lembro-me bem dos cultos na capela e inclusive participei um domingo no
clube de desbravadores. Infelizmente, como a situação financeira era difícil para minha família, eu e meu
irmão ficamos pouco tempo naquela escola e tivemos que voltar para a escola pública.
Com 16 anos, minha mãe teve de se ausentar de casa para fazer o seu mestrado em Rio Grande,
a 700 km da cidade onde nós moramos. Foi então que comecei a fazer amizades que não estavam me
levando ao caminho de Deus. Gostava muito de música, especialmente rock, deixei o cabelo crescer e
comprei uma guitarra. Faltava muito às aulas, pois saia com os meus amigos e voltava para casa às sete
horas da manhã. Sentia que algo não estava certo. Sabia que precisava mudar, mas como?

Por providência divina, após mais de dois anos de estudo, minha mãe retornou para nossa casa
trazendo uma novidade: havia sido batizada na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Para nossa surpresa era a
mesma religião que pregava a escola adventista que havíamos estudado. Meus pais começaram a frequentar
um pequeno grupo que acontecia todas as sextas-feiras na hora do pôr do sol. Sempre me chamavam,
mas eu sempre recusava.

Numa determinada sexta-feira, enquanto meus pais saiam para o culto de pôr do sol eu saí para
um festival de rock da cidade. Passaria mais uma noite com meus amigos e chegaria no outro dia de madrugada.
Desolados, meus pais pediram a todos os presentes que orassem por mim de forma especial naquela
noite. Minha mãe clamando e chorando pediu a Deus que me tirasse dos caminhos errados que estava
trilhando. E foi então que naquele pôr do sol minha vida mudou. Inexplicavelmente fui expulso do local,
sem razão aparente. Fui parar no centro da cidade vestindo uma calça, uma camiseta regata e descalço.
Chovia fino e passando frio liguei para o meu pai para que fosse me buscar. Meus pais ficaram assustados
com o meu estado. Chorava muito e contei a eles tudo o que estava passando. Não queria mais aquela vida,
queria muito mudar os meus caminhos e frequentar à igreja.

Com a ajuda de Deus e dos meus pais comecei a frequentar a igreja e em 12 de agosto de 2006,
fui batizado e andando nos caminhos certos, comecei a ter sonhos. Um deles era estudar em um colégio
interno. Consegui realizar esse sonho em 2011 quando vim para o IASP. Atualmente sou funcionário do IASP
e todas as sextas-feiras me lembro da oração dos meus pais por mim, das providências de Deus durante
toda a minha vida e como Ele me transformou. Hoje reconheço que não poderia me apoiar na minha
própria sabedoria. Confie você também em Deus e Ele fará o que é melhor para você como fez por mim.

William Tiago Bianchi (27)
Chegou ao IASP em 2011 para ficar no internato. Frequenta a classe da Escola Sabatina dos
internos e participa do coral universitário da FAH.

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