Comentários da Lição 7 (2º Trim/2016) por Guilherme Carrijo, Jeser Castro e Ricardo Dantas
12/05/2016
Comentários da Lição 8 (2º Trim/2016) por Guilherme Carrijo, Jeser Castro e Ricardo Dantas
19/05/2016

Meditação de Pôr do Sol de 20/05/2016 por Flavio Reti

O CAMINHO QUE SALVA 

“[…] este é o caminho, andai por ele.” Isaías 30:21

Era o ano de 1960. O pastor Wilson Sarli, recém-formado, pastoreava a jovem igreja de Bauru. A 18 quilômetros, no município de Pederneiras, havia um lugarejo chamado Guaianás. Foi nesse lugar, em um salão que anteriormente havia sido um armazém (assim chamávamos os estabelecimentos comerciais que vendiam de tudo, secos e molhados), que o pastor decidiu realizar uma série de conferências públicas.

Ele e seus auxiliares vinham de trem e traziam para cada reunião os equipamentos necessários, tais como um pesado transformador de voltagem, um grande projetor de slides e um gravador de áudio, pesando uns 40 quilos, que usava um rolo de fita enorme, além de outros acessórios elétricos. Aquele gravador ficava tocando momentos antes da conferência, enquanto as pessoas se aproximavam e se assentavam para ouvir. Era muita novidade e aguçava a curiosidade de todos: slides coloridos, música instrumental, banner com a estátua de Daniel capítulo dois e secretários e secretárias educados, que cumprimentavam gentilmente à porta os convidados.

Dentre os curiosos estava eu, com 15 anos de idade. Acabei sendo cativado pela doçura do hino “Jardim de Oração”, que vinha daquele enorme gravador de rolo. Daquelas conferências, que eu me lembre, apesar de tanto esforço da equipe do pastor Sarli, apenas cinco pessoas aceitaram a mensagem: dois casais e um jovem. Na ocasião, eu ganhei uma Bíblia e comecei a ler com muita avidez. Fui amadurecendo aos poucos, mas minha decisão só ocorreu dois anos mais tarde. Em seguida, vim para o IASP, na época GAC, para ser aluno bolsista.

Hoje, quando olho para trás e analiso as circunstâncias, ainda não consigo entender como as coisas foram acontecendo. Como de um lugar tão miserável e humilde, sem perspectivas de futuro algum, Deus conseguiu tirar alguém para fazer dele um professor de Latim, Inglês e Português para trabalhar em Sua obra. Para quem só tinha o chamado quarto ano primário, cursar o ginasial, o colegial, a faculdade e fazer um mestrado, era algo impensável. Hoje, já aposentado, estou envolvido no trabalho missionário de implantar repetidores da TV Novo Tempo nas cidades para as quais a Anatel dá liberação.

Se você puder pensar em milagres, a minha vida tem sido um deles. Hoje, o velho hino “Jardim de Oração”, no 418 no Hinário Adventista, é o meu preferido. Sempre que o ouço ou canto, revivo minha experiência sob a direção divina. Como disse Ellen White: “Ao recapitular a nossa história passada, havendo revisado cada passo do nosso progresso até o nosso nível atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Ao ver o que o Senhor tem executado, encho-me de admiração e de confiança na liderança de Cristo” (Mensagens Escolhidas, p. 162).

Flavio Reti
Membro da Igreja do IASP, onde serve como ancião.

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