Meditação de Pôr do Sol de 08/01/2016 por Antônio Zuza Ferreira
12/01/2016
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18/01/2016

Meditação de Pôr do Sol de 15/01/2016 por Antônio Zuza Ferreira

FAZENDEIRO DE DEUS

Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, o teu Deus
Êxodo 20:8

Nós morávamos em Tamboara, PR, e arrendei um sítio com quatro quarteirões para plantar algodão. Eu e minha esposa vivíamos em uma casa pequena que, por ter o teto muito baixo, fazia-nos andar de cabeça baixa dentro dela.

Minha esposa e eu investimos tudo o que possuíamos na lavoura e trabalhamos duramente para plantar algodão. No tempo livre, distribuíamos folhetos com a mensagem de salvação aos nossos vizinhos. Nos arredores não havia nenhum adventista, e a igreja mais próxima fi cava a 20 km.

Quando os vizinhos descobriram que pelo fato de eu ser adventista não trabalharia aos sábados, vieram falar comigo.

– Você terá de trabalhar aos sábados. Há ano em que a praga da lagarta ataca e come todas as folhas de algodão quando estão grandes. Ela come tudo, ficam só os talos.

Então respondi:

– Eu não vou me preocupar. Vou entregar na mão de Deus!

Na semana seguinte, em uma quarta-feira, começaram a aparecer borboletas pela plantação. O comentário entre os vizinhos era grande. Na sexta-feira, lagartas estavam comendo as folhas de algodão. Deus me iluminou a fazer um sulco bem fundo, como se fosse uma valeta, no limite das plantações. Quando acabei o trabalho, debrucei-me sobre o arado e orei a Deus:

– Pai, daqui a pouco estaremos entrando no sábado. Vou confiar no Senhor para guardar minha plantação e para que, por meio desse milagre, possa surgir uma igreja aqui.

Fui para a humilde casa onde morava a fi m de receber o santo sábado junto a minha esposa. De madrugada arrumamos os cavalos e fomos à igreja, a fi m de participar da classe dos professores e de toda a programação. Eu era diretor do trabalho missionário da igreja de Paranavaí. Ficamos o dia todo com os irmãos e, quando chegamos a casa, à noite, meu cunhado, que morava conosco, veio ao nosso encontro. Perguntei-lhe como havia sido o dia e ele me disse:

– Muito mal, estou arrebentado! Trabalhei durante o dia todo. Sabe, acho bom você dar uma saída, porque o vizinhos estão indignados com você. Estão dizendo que você é feiticeiro.

Na manhã seguinte, quando fui à plantação, um misto de gratidão e tristeza encheu meu coração. Minha lavoura estava intacta, enquanto a dos vizinhos estava destruída. Fiquei triste por eles, pois perderam quase tudo; entretanto, orei agradecendo a Deus por ter protegido minha plantação. O algodão que colhi rendeu dinheiro sufi ciente para comprar um terreno perto da cidade e construir uma casa para minha família morar. Terra boa com fonte de água pura. Grande bênção!

Como fruto daquele milagre, minha irmã e meu cunhado se converteram. Outros vizinhos que presenciaram o fato também aceitaram a mensagem, e quem desdenhava se tornou adventista do sétimo dia, devido ao milagre na lavoura. Perto do lugar onde orei naquele dia, uma Igreja Adventista foi construída. Pela graça de Deus, como resultado do trabalho do pastor e da comunidade, a igreja alcançou 200 membros. Tive o privilégio de voltar outras vezes àquele lugar para fazer semanas de evangelismo.

Assim, o Senhor mostrou por meio de um milagre numa plantação, o cuidado e o amor que Ele tem por nós e como nos abençoa se fizermos Sua vontade! Confie!
Antônio Zuza Ferreira
Missionário por 56 anos, membro da igreja do IASP a 36 anos e aluno da classe da Escola Sabatina do professor Olímpio.

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