Comentários da Lição 3 (3º Trim/2016) por Filipe Lima
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Meditação de Pôr do Sol de 15/07/2016 por José Guilherme Wayand
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Meditação de Pôr do Sol de 08/07/2016 por José Cláudio de Souza

DAS TREVAS PARA A LUZ

Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.
1 Pedro 2:9

Nasci em Carpina, interior de Pernambuco, em 20/10/1965. Fui à escola pela primeira vez quando tinha oito anos. Com muito orgulho, percorria dois quilômetros a pé no meio do mato para chegar ao local das aulas. A escola, na realidade, era uma sala na qual a professora era minha tia, que usava régua e palmatória para disciplinar os alunos.

Aos 11 anos, minha família se mudou para a região metropolitana de Recife, na cidade de Cabo de Santo Agostinho. Eu não tinha intenção de ser cristão. Meu tempo era ocupado com trabalho (comecei a trabalhar aos 12 anos), futebol e bebida alcoólica. Além disso, estudava à noite em uma escola pública. Como era o filho mais velho entre os homens (éramos oito irmãos), ainda ajudava meu pai nos fins de semana. Na época ele exigia que eu auxiliasse em casa com dinheiro. Quando eu tinha 16 anos, tive que fugir de casa para não brigar com meu pai, pois nosso relacionamento estava muito conturbado. Fui à cidade de Miracatu, SP, pensando que a localidade fosse um bairro do município de São Paulo.

Quem me recebeu na cidade foi minha tia, que era cristã. Ela impôs algumas condições para que eu morasse com ela. Primeiro, eu deveria fumar fora de casa. Na época, eu tinha esse vício fazia dois anos. No mesmo instante, atirei as duas carteiras de cigarro que guardava no bolso no fundo do quintal. Além disso, não poderia chegar à casa bêbado. Esse foi o início da minha transformação. Aprendi muito com meus tios Isaías e Josefa. Depois de um tempo, recebi instruções referentes à Bíblia, fiz estudos bíblicos com o pastor Hélio Ferreira e, em dezembro de 1982, para honra e glória de Deus, fui batizado. Naquele ano, conclui o Ensino Fundamental. Oh! Quanto eu amava a hora do pôr do sol. Esperava com muita alegria a chegada do sábado.

Logo vieram as provações. Por ser menor de idade e sem formação, não conseguia arrumar emprego. Entretanto, meus tios me incentivavam a escrever para os internatos do Brasil. Eles diziam que, em cerca dois anos, eu seria chamado para estudar. Não tive paciência de esperar tanto tempo e fui me arriscar em Osasco, SP, na casa de outro tio, que era pedreiro. Com ele comecei a trabalhar de servente. Todavia, não fiquei mais do que duas semanas, porque ele bebia muito e ficava violento sob o efeito do álcool.

Recebi acolhida na casa de uma irmã da igreja, Dona Anésia Monte Mor, que morava em Osasco. Depois de um mês sob sua responsabilidade, ela me perguntou se eu não queria estudar no internato. Assim, ela me levou à Associação Paulista Sul, no Brooklin, onde um dos pastores se comprometeu a me encaminhar ao tesoureiro do então IAE, pastor Gumercindo. Quando o encontrei, ele me disse que não tinha vaga disponível e talvez só haveria para o ano seguinte. Fiquei a tarde toda conversando com ele e, diante da minha insistência, ele me concedeu uma vaga como aluno industriário. Na ocasião, eu já havia perdido algumas provas e estava devendo quase 500 horas de trabalho. Entretanto, o Senhor me ajudou e consegui vencer. Colportei por quatro férias. Conclui o Ensino Médio no Edessa (ES) e posteriormente me formei em Letras, na cidade de Registro, SP. No tempo de faculdade, tive um professor que só dava aulas às sextas-feiras à noite. Contudo, eu e outro irmão na fé, Edvaldo, tínhamos o privilégio de fazer as provas às segundas-feiras. De fato, Deus honra aos que O honram!

Casei-me com a professora Edenilda e temos três filhos, dos quais dois estudaram no IASP. Minha esposa sempre desejou estudar em um internato e não teve oportunidade; para mim, foi o melhor período de minha vida. Lembro-me com muito carinho das sextas-feiras nos internatos por onde passei e também nas casas dos irmãos onde morei. É um costume de nossa família se reunir todas às sextas-feiras para, com alegria no coração, receber as bênçãos do Senhor. Experimente essa felicidade você também.

José Cláudio de Souza
Oficial de justiça, membro do IASP desde 2011.

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