Comentários da Lição 13 (4º Tri/2015) por Moisés Sanches Jr.
01/01/2016
Comentários da Lição 2 (1º Tri/2016) por Jael Enéas
06/01/2016

Meditação de Pôr do Sol de 01/01/2016 por Alexandre Pérsio

UMA QUESTÃO DE FÉ

“Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” Hebreus 11:1

Quando eu era pequeno, morava com meus avós. Minha avó Angelina gostava de cultivar muitas frutas em seu quintal. Todos os anos colhíamos bananas, frutas-do-conde, pinhas, jambolões, morangos, entre outras delícias da natureza.

Lembro-me de uma história a respeito de um pé de tangerina que tínhamos próximo ao muro do lado esquerdo da casa. Era uma árvore bonita, verdinha, frondosa. Todos os anos, ela produzia suas flores perfumadas, mas nenhum fruto era colhido; ao contrário, só gerava espinhos. Eu mesmo havia me ferido algumas vezes ao brincar perto dela e perdi duas bolas furadas por ela. Certo dia, enquanto meu avô capinava o quintal, passou próximo aos galhos da planta e feriu a cabeça, próximo à orelha. Além de se machucar e sangrar muito, ele ficou extremamente irritado.

No mesmo momento, ele chamou minha avó e disse:

– Hoje é o ultimo dia desse pé de espinhos!

Com muita calma, vovó Angelina disse:

– Vamos fazer o seguinte: você deixa o pé de tangerina por mais uma florada, se ele não produzir frutos, nós o arrancaremos.

Ainda sob o efeito da dor, transtornado, meu avô concordou, dizendo juras à planta, acreditando que seria apenas uma questão de tempo para vê-la ao chão.

Minha avó tinha um plano e não demorou para que eu o descobrisse. Muitas vezes, ao abrir minha janela pela manhã, deparava-me com Dona Angelina ajoelhada próximo ao pé de tangerina, dedicando a Deus os frutos que ela tinha certeza que seriam produzidos. Lembro-me perfeitamente dela observando as flores e dizendo:

– O Senhor não falhará. Foi Ele quem criou as frutas e esta árvore vai produzir em nome Dele!

Poucos meses depois, o pé de tangerina floriu. Recordo-me de, antes mesmo de ter aparecido a primeira fruta, ela me chamar e dizer a respeito de seu pacto com Deus, pedindo-me que não mexesse na árvore quando os frutos crescessem.

Louvo a Deus porque, mediante o exemplo de minha avó e essa experiência de fé, pude conhecer mais um pouco sobre o Senhor e o quanto Ele nos ama e nos quer bem. Naquele ano, para a honra de Deus, colhemos mais de 200 lindos frutos! Vovó vendeu as tangerinas e ofertou o valor correspondente em um sábado especial, no qual relatou sua experiência na Igreja Adventista central de Sumaré, SP.

Às vezes fico me perguntando por que aquela árvore não produzia se recebia os mesmos cuidados que as demais. Chego à conclusão de que, se ela tivesse produzido normalmente como os outras, cada uma em seu tempo certo, seria mais um simples pé de tangerina e não nos daria a oportunidade de participar desse lindo projeto de fé que aprendi com minha querida avó.

Hoje tenho um compromisso de encontrar meus avós no Céu e relembrar esse fato que muito me ajudou, principalmente para que eu estivesse mais próximo da verdade e mais preparado para entregar meu coração a um Deus que se preocupa com os mínimos detalhes da vida. Sei que para isso ocorrer terei de estar pronto para quando Cristo voltar. Que Deus o abençoe e o leve a uma experiência de fé inesquecível, que o conduza ao Céu.

Alexandre Pérsio
Foi aluno interno de 1983 até 1987. Membro da Igreja do IASP e obreiro a 27 anos. Atuou como diácono, diretor de Mordomia, professor da escola sabatina e atualmente é assessor jurídico da APaC.

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