Comentários da Lição 13 (2o Trim/2019) por Classe ECC
28/06/2019
Meditação diária de 29/06/2019 por Flávio Reti – José Alves dos Santos
29/06/2019

Meditação de Pôr do Sol 28/06/2019 por Edite Ostrovsky Teixeira

Milagre na lavoura

¨Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.” Malaquias 3:11

Meu avô, Kis Juhasz Lásló, nascido no antigo Império Austro Húngaro, combateu na Primeira Grande Guerra Mundial e, como muitos outros, foi levado ao campo de concentração na Sibéria. Ele carregava em seu bolso uma pequena Bíblia e, numa noite conversando com outro soldado sobre religião, acabou entrando no assunto do verdadeiro dia de guarda. Vovô, insistente, dizia que o dia a ser guardado era o domingo. Enquanto isso, seu interlocutor, um adventista, advogava a observância do sábado. Diante do impasse fizeram um pacto: aquele que encontrasse na Bíblia argumentos para defender sua posição quanto ao dia de repouso mudaria sua crença. O adventista foi dormir tranquilo, pois não havia necessidade de passar a noite procurando evidências quanto ao sábado, como fez meu avô em relação ao domingo. Quando amanheceu o dia, ele  correu para dizer àquele soldado que ele também era um adventista.

Quando ele foi liberto, a primeira coisa que fez foi procurar uma Igreja Adventista. Lá ele conheceu minha avó Zsuzsana. Eles se casaram e, após o nascimento do segundo filho, devido a vários fatores do pós-guerra, resolveram com outros húngaros deixar a pátria para se estabelecer na América do Sul. Em 1923 aportaram em Buenos Aires e logo depois vieram para o Brasil.

A procura de terras férteis, escolheram Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. Numa sexta-feira à tarde, repentinamente os vizinhos ficaram alvoroçados. Todos se mobilizaram fazendo fogueiras e batendo em latas, porque corria a notícia de que uma praga de gafanhotos estaria chegando àquela região. Tranquilo, meu avô disse que não faria nada, pois tinha certeza de que Deus protegeria sua lavoura.

No sábado pela manhã foram à igreja. Depois do almoço, de repente, eles ouviram um forte barulho. Quando buscaram saber o que estava acontecendo, viram uma grande nuvem negra de insetos invadindo as terras, devastando tudo em poucos minutos. Naquele dia meu avô havia convidado dois colportores para o almoço. Então, meus avós e os convidados foram para o quintal e se ajoelharam, clamando pela proteção de Deus, lendo Malaquias 3:11. Com espanto, os vizinhos, que haviam perdido as plantações, não conseguiam acreditar no que viam na lavoura de meu avô; ela estava intacta. Quando os gafanhotos chegavam à divisa de suas terras, era como se houvesse um muro de vidro. Os insetos batiam, deslizavam, tomavam as laterais e corriam para as outras plantações, devorando tudo.

A notícia se espalhou pela cidade, foi publicada em jornais e noticiada na Revista Adventista pelos pastores Orlando Pinho e Pedro Apolinário, os colportores que na época eram estudantes de teologia.

Que grande testemunho meus avós puderam dar acerca do verdadeiro significado de “descansar em Deus”.

Meu avô foi um fiel missionário, apesar de nunca ter aprendido a falar corretamente o português, sempre abordava as pessoas para falar do amor de Deus. Em São Paulo foi um dos fundadores da Igreja da Lapa onde por um certo tempo, os louvores eram cantados em duas línguas ao mesmo tempo, pois havia um grupo considerável de húngaros e descendentes.

Atualmente estamos na sexta geração de adventistas que aguardam o retorno de nosso Senhor Jesus Cristo, e ansiosamente anelo estar com meus queridos para passarmos o primeiro sábado juntos no Céu.

 

Edite Ostrovsky Teixeira

Secretaria da Igreja há muitos anos

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