Comentários da Lição 8 (3o Trim/2019) por Pastoral UNASP-HT
23/08/2019
Meditação diária de 24/08/2019 por Flávio Reti – Thomas Alva Edison
24/08/2019

Meditação de Pôr do Sol 23/08/2019 por Francinne Paroschi Amaral Assunção

2019-08-23

O milagre da vida

“Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas.” (Salmos 34:19)

Certo dia, acordei com uma infecção de garganta, que evoluiu para uma infecção de ouvido, e foi piorando. Sarou. Mas depois voltou. Sarou, e depois voltou de novo. E assim foi ao longo de 6 meses, mas tentei levar minha vida normal, afinal eu estava no último ano da faculdade e já trabalhava como professora no IASP. Percebi que eu estava fraca. Realmente eu negligenciava as orientações de Deus sobre os remédios naturais, e meu ritmo de vida era frenético. Mas só reconheci isso quando fiquei internada dois meses num hospital com uma trombose no meu braço direito, fazendo muitos exames até descobrirem que eu tinha LLA – leucemia linfoide aguda.

Três anos e meio de tratamento me aguardavam pela frente, então me encontrei totalmente despreparada, com medo, e sem fé.

Mudei minha vida em prol do meu tratamento, minha família inteira se mobilizou para me dar suporte emocional, financeiro e físico.

Durante esse tempo eu era teimosa, brava, mau humorada, e triste. Brigava com os enfermeiros ou qualquer um que falasse comigo perguntando se eu estava bem! Não era óbvio?! Não entendia porque Deus permitiu que eu passasse por aquilo. E me perguntava muitas vezes em meio à agulhas, transfusões de sangue, líquidos coloridos que entravam na minha veia, injeções, comprimidos, e efeitos colaterais infinitos, porque Ele não me deixava morrer logo, afinal eu não queria sofrer daquele jeito. Mas não imaginava que Deus tinha outros planos para minha vida.

Com o tempo entendi que apesar de eu estar naquela situação, havia outras pessoas, principalmente crianças (fiz o tratamento num hospital infantil), que estavam sofrendo muito mais do que eu. Quando eu parava para olhar, via crianças sem olho, ou com a perna amputada, ou com a cabeça aberta, ou com alguma doença rara que deformava o rosto, e muitos outros casos terríveis. Mas elas não se importavam. Tomavam a químio do dia e iam brincar no parquinho, ou na brinquedoteca do hospital. E eu comecei a ficar intrigada com isso. E comecei a orar a Deus para mudar meu coração, me ajudar a entender o propósito dEle para minha vida. Então comecei a tentar agir como as crianças. Tentar ser mais feliz, simpática, ter mais calma, não pensar tanto no amanhã…. tremendamente difícil, afinal, eu já era adulta, e somos mais racionais. Mas Ele me ajudou, e assim consegui terminar meu tratamento.

Certo dia eu orei à Deus pedindo que me salvasse para que eu pudesse dedicar meus talentos e minha vida à Ele exclusivamente e Ele me curou! Tive algumas sequelas das medicações fortes que tomei. Uma necrose femoral em cada fêmur – e sinto dores até hoje. Quase o tempo todo. Mas me adaptei e mudei algumas coisas da minha rotina, e assim continuo minha vida. Hoje tenho uma família linda, com duas filhinhas e sou infinitamente grata pelo milagre que operou em minha vida.

Deus é maior do que TODOS os nossos problemas! Mesmo que não entendamos hoje os propósitos dELe, nunca podemos deixar de confiar e pedir Sua ajuda.

Francinne Paroschi Amaral Assunção

31 anos, trabalhou como professora de música na escola de artes de 2004 a 2017.

Os comentários estão encerrados.