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22/06/2017
Meditação diária de 24/06/2017 por Flávio Reti
24/06/2017

Meditação diária de 23/06/2017 por Flávio Reti

23 de junho

Dia do lavrador

II Timóteo 2:6    “O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos”

Aqui não há novidade, porque um lavrador que trabalha, que exerce a função de lavrar a terra, obviamente deve ser o primeiro a usufruir dos frutos. É através de seus cuidados que a terra produz, as plantas crescem e chega à colheita de um bom fruto. Para tal profissional, cada planta tem seu momento certo de plantio, de adubação e de colheita além dele estar sempre por perto vigiando a planta, evitando ataques de insetos, adubando e sabendo qual o melhor momento de colher.

Essa data faz homenagem àquele que madruga todos os dias para pôr na sua mesa frutas, verduras e grãos. Ele é um elemento de grande importância na produção de bens essenciais para o sustento e o crescimento do país.  A minha experiência como agricultor não foi muito boa. Perto da minha casa havia um grande terreno baldio e um vizinho obteve a autorização para plantar nele. Como era uma área pequena, não compensava entrar com um trator, o vizinho cavou o terreno inteiro afofando a terra. Depois, sob um sol escaldante ele plantou mandioca e esperou nascer. Depois de uma semana, os brotos da plantinha já estavam de fora com uma altura de uns 5 centímetros. Era lindo ver as carreirinhas de mandioca apontando verdinhas. E eu, este bom agricultor, munido de um arco de ferro, desses arcos que envolvem os barris de madeira, que antigamente vinham com azeitonas importadas, pulei a cerca e fiz um “excelente trabalho”. Acompanhei as carreirinhas de mandioca nascendo e fui dando golpes com aquele aro de ferro cortando todos os pezinhos da mandioca, um por um. Quando o vizinho viu aquilo, ele ficou desolado. Procurou saber quem fez a obra de arte e não foi difícil descobrir. Foi o filho do Rett. O vizinho esperou meu pai chegar e fez a denúncia bem explicadinha. Não vou contar o que aconteceu, você já sabe.

Noutra ocasião, a prefeitura mandou plantar novas árvores na praça da matriz. Elas estavam já grandes, com uns dois metros de altura e o bom agricultor aqui foi lá e quebrou uma meia dúzia delas. O próprio delegado da vila mandou alguém levar os galhos quebrados e deixar na porta da minha cada. Quando meu pai chegou, a denúncia já havia sido feita, não sei como, novamente, você já sabe o que aconteceu. Não sei porque, eram só seis árvores e foram umas quarenta lambadas com um cinturão que ele usava para pôr cartuchos quando ia caçar.

Vamos esquecer essa história de mandioca, de árvores da praça, porque afinal eu não gosto muito de lembrar disso. Jesus, certa ocasião, contou ao povo esta parábola: “Um homem plantou uma vinha e arrendou-a para uns lavradores e ausentou-se do país por algum tempo. No tempo próprio mandou um servo aos lavradores para que lhe dessem dos frutos da vinha, mas os lavradores, espancando-o, mandaram-no embora de mãos vazias. Tornou a mandar outro servo, mas eles espancaram também a este e, afrontando-o, mandaram-no embora de mãos vazias. E mandou ainda um terceiro, mas feriram também a este e lançaram-no fora. Disse então o Senhor da vinha, que farei? Mandarei o meu filho amado, a ele talvez respeitarão. Mas quando os lavradores o viram, arrazoaram entre si dizendo: Este é o herdeiro, matemo-lo para que a herança seja nossa. E, lançando-o fora da vinha, o mataram. Que lhes fará, pois, o Senhor da vinha? Virá e destruirá esses lavradores e dará a vinha a outros. Ouvindo eles isso, disseram: Que tal não aconteça” (Luc.20:9 – 16). O senhor da vinha é o próprio Deus. O filho enviado é Jesus. Os lavradores, os judeus do tempo de Jesus. Que lhes fará pois o senhor da vinha? Vocês já sabem também.

 

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