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01/01/2020

Meditação diária de 01/01/2020 por Flávio Reti – O Abridor de Latas

1º de Janeiro

Salmos 81:10  “Abre bem a tua boca e eu ta encherei”

O Abridor de Latas

Eu ainda me lembro de quando os óleos para os motores dos carros eram vendidos em latas. O frentista dos postos ou mesmo o proprietário do carro, quando tinha que trocar o óleo do carro, lançava mão de uma peça pontiaguda ou até uma faca mais grossa e fazia dois furos na parte superior da lata. Um furo maior para a saída do óleo e outro furo menor para a entrada do ar a fim de facilitar a saída desse óleo. Aquelas latas eram descartadas dentro de um tambor e depois ganhavam algum destino que na época eu nunca soube qual era. Lá um certo dia, eu achei que precisava de uma lata vazia para fazer nem sei mais o que e corri para uma oficina ali perto de casa à procura de uma lata vazia. Achei a dita lata e resolvi que precisava abrir totalmente removendo a parte superior que fazia parte da tampa da lata. Assim, com uma faca abri um pouco mais o furo e meti dois dedos achando que puxando o que parecia uma pequena orelha conseguiria rasgar a tampa lata. Como estava ainda suja de óleo, meus dedos deslizaram e fiz um tremendo corte nos dedos que até hoje tenho a marca da idiotice. Se fosse hoje, eu não teria feito o que fiz, porque existe o abridor de latas que facilita muito a vida das mulheres na cozinha e dos homens nas oficinas. Existem até os abridores chamados de multifuncionais que abrem latas de ervilha, de milho, de doce e por aí vai e abrem também garrafas, vidros de variados modelos e até envelopes de correspondência. Embora os abridores de lata significaram muito para a humanidade, eles até hoje não conseguem abrir nossa mente para ampliar nossa visão de mundo, nossos olhos para ver as maravilhas da vida cristã, nossa boca para falar boas palavras ao necessitado, palavras de amor, do amor de Deus propriamente, abrir nossos ouvidos para ouvir a instrução de Deus. Ainda conservamos muita coisa que precisamos abrir, coisas que um abridor de latas nunca vai conseguir abrir, tais como nosso coração, nossa mente, nosso lar para os irmãos e amigos, nossa carteira para socorrer o pobre, nosso círculo de amizade que continua fechado, abrir nossa mão para ajudar. Será que a dificuldade está no verbo abrir, no abridor de latas ou está em nós? Quando vejo as marcas do corte na minha mão, sou levado a pensar na pergunta do profeta Zacarias: “Que feridas são essas nas suas mãos?” (Zac.13:6)

 

 

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