Meditação diária de 30/08/2018 por Flávio Reti
30/08/2018
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31/08/2018

Meditação diária de 31/08/2018 por Flávio Reti

31 de agosto

O Gambá ( Didelphis aurita)

II Coríntios 2:15   “Porque para Deus somos o aroma de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem”

O gambá pertence à família dos marsupiais, aqueles que têm uma bolsa na barriga para carregar os filhotes, à semelhança dos cangurus. Ele tem hábitos noturnos e, assim que escurece, ele começa sua ronda pelas vizinhanças, especialmente onde há galinhas, porque ele é o maior assaltante de galinheiros e ladrão de ninhos de aves para comer os ovos. Costumam fazer seus ninhos com gravetos nos buracos das árvores, mas nada impede que façam seus covis no forro das casas. Ele possui, na região das axilas uma glândula que produz um líquido de cheiro forte e desagradável, falando claramente, muito fedido, que é usado para enxotar outros animais. Até os cães, quando atacam um gambá, este libera seu perfume ou esguicha xixi e o cachorro desiste imediatamente de persegui-lo. Entre eles, é um odor agradável usado para atrair uns aos outros para acasalamento. Os filhotes do gambá nascem muito pequenos, ao redor de dois gramas e são guardados na marsúpia, aquela bolsa ventral, até que eles tenham condição de sair e viver por si mesmos. O gambá possui vários nomes, dependendo da região do Brasil onde ele é encontrado: Gambá, aqui em São Paulo, micurê, no Mato Grosso, mucura, na Amazônia, saruê, na Bahia, timbu, no Ceará. Seu habitat é nas matas, mas nada o impede de se aproximar das casas e conviver perto das pessoas, onde ele encontra comida fácil. Ele fica tão próximo que vem revirar as latas de lixo nas residências. Nas casas que não possuem forração no teto ele, com frequência, é visto andando entre as madeiras do telhado como se fosse o dono da casa.

Vamos nos reportar ao odor que ele desprende das suas glândulas odoríparas. É, sem dúvida, algo que repele qualquer um pelo cheiro horripilante e nauseabundo, insuportável para nós, seres humanos, mas para eles é o que atrai o companheiro ou a companheira. Pense agora nas pessoas, elas sempre têm alguma coisa em comum que as aproxima. Para os amantes do mundo, pode ser uma cerveja, um copo de cachaça, uma droga qualquer e eles se sentem bem participando do que lhes é comum. Para uma pessoa cristã, pode ser um hino, uma reunião de oração, um almoço comunitário entre as iguais. Pergunta-se, então, o que é que o aproxima das pessoas? E de que tipo de pessoas você sempre se aproxima, ou que tipo de pessoas se aproximam de você? Saiba que sempre há entre as pessoas alguma coisa em comum que se constitui no elo de ligação. Tomara que seja algo positivo, do lado do bem.

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