Comentários da Lição 13 (2o Trim/2018) por Pr Narcizo Liedke
29/06/2018
UNASP News – 28/06/18
30/06/2018

Meditação diária de 30/06/2018 por Flávio Reti

 

30 de junho

O bugio (Alouatta fusca clamitans)

Apocalipse 2:10   “Não temas o que hás de padecer. Eis que o diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados… sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”

A gente se encantou com o macaquinho mico leão e agora a gente se assusta com o bugio. Ele também é conhecido como guariba ou macaco barbado, próprio da mata atlântica. Eles variam de cor, alguns sendo castanhos, outros pretos e marrom escuro. O bugio é famoso pelo seu grito que ressoa na mata e pelos seu pelos compridos formando uma espécie de barba, daí o nome de barbado. Ele já está incluído na lista do IBAMA como animal em perigo de extinção. Alimenta-se predominantemente de folhas e tem o hábito de carregar o filhote nas costas até a idade de 2 anos. É tipo do macaco folgado, pouco ativo. Locomove-se devagar, sem pressa de chegar. Não é um macaco pequeno, ele chega a pesar 10 quilos de carne muito apreciada pelos índios. Ao amanhecer, quem mora perto da mata onde eles habitam, ouve um grito forte e penetrante de um bugio e em seguida outro e depois outros, todos sinalizando que estão na área. Não é bem um grito, é um ronco forte, sua característica. Quem ouve aquele ronco assustador nunca imagina que o dono daquela voz é um macaco tímido, medroso, arredio. Ele não se adapta muito bem à vida em cativeiro e acaba morrendo cedo, mas na natureza, pela sua lentidão, ele também é alvo fácil das flechadas dos índios e, quando atingidos, eles gritam de dor e arrancando as flechas do corpo, as quebram em pedaços em gestos quase humanos.

Assim como as pessoas, os bugios não aceitam sofrer e muito menos morrer. Eles reagem com indignação e quebram as flechas que os atingem. Assim é o ser humano, ele não aceita ver o sofrimento, qualquer que seja, e muito menos aceita a morte, porque não a entende. Sofrer e morrer não está nos planos de nenhum homem ou mulher. Mas o sofrimento e a morte fazem parte desta vida. Todos sabem que um dia vão morrer, difícil é aceitar. Vale aqui um conselho: A vida é uma arte, temos que aprender a viver bem para poder morrer bem. Se entendemos os planos de Deus para seus filhos, não temeremos a morte e suportaremos com dignidade o sofrimento que a vida nos impõe. A esperança que temos nos alimenta nas horas mais difíceis e cruciais. O final da vida vem, mas se vier com a certeza da vida eterna, nada temos a temer. Enfrentaremos a morte com serenidade de um crente em Jesus.

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