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26 de agosto

O Jaburu (Jabiru mycteria)

Hebreus 13:2   “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos”

O jaburu, às vezes chamado de Tuiuiú, é a ave símbolo do pantanal mato-grossense. É uma ave pernalta, tem o pescoço pelado e preto, mas o papo, embora também pelado, é vermelho. A plumagem do corpo é branca, mas nas pernas é preta. Chega a pesar 8 quilos e ter três metros de envergadura. O bico chega a 30 centímetros de comprimento que ele usa para pescar e recolher mariscos. Por isso ele sempre se encontra na beira de rios e de lagos. Não sei porque, mas em Brasília, às margens do lago Paranoá, está o palácio residencial do vice-presidente com o nome de palácio do jaburu. Pelo bico e pela postura, o jaburu lembra um pouco as cegonhas que têm os mesmos hábitos, aliás, eles vivem juntos e nidificam também juntos nas mesmas árvores e na mesma época. É uma ave que voa bem alto e sempre mantém o pescoço esticado. Você vai encontrar um jaburu, ou Tuiuiú, como quiser chamar, sempre nas proximidades de águas e em cima de árvores esparsas. É uma das maiores aves que voa nas alturas. Acostumada às alturas, ele faz do topo das árvores o local ideal para construir seu ninho e criar seus filhotes. Quanto mais alto, mais protegido e ele chega a reutilizar seu ninho do ano anterior apenas com alguns reparos. E não pense que é um ninho qualquer, é um ninho robusto, cerca de 3 metros de diâmetro e tão resistente que pode suportar o peso de um homem deitado nele. A hospitalidade é uma característica marcante com o jaburu, porque ele permite que várias outras jaburus fêmeas partilhem do mesmo ninho, às vezes meia dúzia delas.

Se eu tivesse que fazer uma redação a respeito do jaburu, eu já sei o que escreveria. Ele é uma ave bonita, elegante, grande, hábil pescador, grande construtor de ninhos, mas eu me deteria em explorar essa característica dele ser hospitaleiro. Isso fala mais alto e a nota da redação seria melhor, porque os professores gostam de ver nos alunos tendências a boas qualidades. É uma qualidade que mesmo entre os homens há muito deixou de existir, devido aos novos costumes da vida moderna. No passado, os forasteiros, os mascates, os conhecidos, sempre eram acolhidos em casa para pernoitar e até ficar alguns dias. O apóstolo Paulo aconselha os crentes de Roma a “acudir os santos nas suas necessidades e exercer a hospitalidade” (Rom.12:13). Que tal ser mais hospitaleiro, mesmo em tempos difíceis como o nosso? É difícil? Mas é um conselho bíblico!

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