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Meditação diária de 26/02/2018 por Flávio Reti

26 DE FEVEREIRO

As gaivotas (larus dominicanus)

I Coríntios 10:31 “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus”

 

Estávamos em Detroit, na beira do cais, observando as embarcações e de repente fomos surpreendidos por um bando de gaivotas rodeando nossas cabeças. Começamos a jogar pedaços de pão para elas e rapidinho já era um enorme bando considerável que disputava no ar os pedaços de pão que eram atirados. Foi um espetáculo maravilhoso para nos recepcionar em Detroit. A família das gaivotas chega a mais de 90 espécies que são encontradas em todos os países, geralmente à beira-mar por causa da abundância de comida nas praias. A gaivota real chega a medir 1.4 metros de envergadura. Sua alimentação se compõe basicamente de peixes, mas são exímias ladras de ovos de outros ninhos. É comum ver gaivotas acompanhando os barcos pesqueiros para pilhar peixes nas redes e também porque elas sabem que sempre sobram peixes pequenos descartados pelos pescadores. A gaivota não sabe se esconder da presença do ser humano, porque ela assim que o detecta, começa a emitir seu grito característico denunciando sua presença.

Em 1981, dois tenentes aviadores da força aérea americana levantaram voo de rotina no aeroporto de Cleveland, mas foram surpreendidos por um bando de gaivotas que estavam descansando no final da pista. Elas levantaram voo com o ronco dos motores, mas não foram páreo para os jatos e foram sugadas pelo vento e pela força das turbinas fazendo travar os motores. Um dos pilotos se ejetou a tempo e se salvou, o outro tentou levar o avião até o lago Erie ali próximo, mas não conseguiu, seu paraquedas não abriu a tempo e ele se despedaçou nas pedras à beira do lago. As gaivotas não fizeram aquilo de propósito, elas não estavam fazendo nada errado, mas causaram um prejuízo de milhares de dólares e a perda de uma vida. Às vezes, quando nos dizem que não devemos fazer nada que prejudique os outros, respondemos: Eu estou apenas cuidando da minha vida. Não estou prejudicando ninguém. Não me interessa o que os outros pensem ou façam. É um pensamento desvirtuado porque mesmo não fazendo nada você já está atrapalhando os outros, como estavam as gaivotas. Não fazer nada já é um grande prejuízo para os outros. Temos sempre que fazer alguma coisa, pelo menos não atrapalhar a vida dos outros, ainda mais quando pensamos em termos de salvar os outros para a vida eterna.

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