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Meditação diária de 24/09/2018 por Flávio Reti

24 de setembro

O Jacu (Penelope Ochrogaster)

II Coríntios 5:17   “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo”

O jacu é uma ave muito linda das nossas florestas, especialmente a mata atlântica, mas muito arredia, assustada por natureza e ao perceber a aproximação do homem, facilmente consegue se camuflar entre as árvores e desaparece como por um encanto das vistas do observador. Sabe voar muito bem, mas prefere passar maior parte de seu tempo no chão. Seu nome científico é “Penélope”, nativo das florestas sul americanas e só no Brasil existem sete espécies deles. Olhando sem muita atenção, ele se parece com uma galinha de rabo comprido. Aqui pertinho de nós, na Serra do Japi, município de Jundiaí, existem jacus até mais acostumados com as pessoas e chegam a ser mais amigáveis com a nossa presença. Eles têm a cauda meio azulada e a garganta pelada com uma barbela vermelha. Na linguagem informal da língua portuguesa, a palavra jacu adquire um significado jocoso, de capiau, jeca, mocorongo, grosseiro, caipira exatamente por ser arredio e gostar do mato. Existe também um ditado, “em festa de jacu, nhambu não entra”, também baseado nessa mesma interpretação da palavra jacu. Jacu, na língua tupi quer dizer rico e nhambu quer dizer pobre, logo, “em festa de rico, pobre não entra”. Existe em São Paulo, capital, nas imediações da zona leste, uma avenida com o nome de Av.Jacu Pêssego e a explicação é muito curiosa. Quando os imigrantes japoneses chegaram ao Brasil, na década de 1920, alguns se instalaram naquela região, onde já havia o riacho de nome jacu, por causa da presença da ave nas matas da sua margem e por lá iniciaram a plantação de pêssegos abrindo uma estrada de terra à margem do riacho jacu. Em 1996, bem recente, a estrada recebeu o nome de Avenida Jacu Pêssego.

Assim como o jacu é uma ave arisca, arredia, de igual modo há pessoas que quando ouvem falar do evangelho, se retraem, têm medo de que alguma coisa muito extraordinária pode acontecer com elas e procuram se esconder, se esquivar do contato com os “crentes”. Mas assim como acontece com o jacu animal, que acaba se amansando e convivendo perfeitamente com as galinhas no terreiro, muitas pessoas vêm para a igreja e acabam se familiarizando muito bem entre nós, a ponto de nunca mais querer voltar à vida pregressa. Essa é a beleza do evangelho, o poder de mudar as pessoas, que uma vez tiveram receio até medo, em pessoas confiantes e ambientadas com a nova vida de convertidas ao evangelho de Jesus Cristo. Passam a ser novas criaturas, com novos propósitos, nova visão de mundo e adquirem uma nova esperança, a de viver eternamente com Jesus no céu. Não é, o evangelho, um poder maravilhoso?

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