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Meditação diária de 22/12/2018 por Flávio Reti

22 de dezembro

Bacalhau (Gadus morhua)

Hebreus 11:27   “Pela fé Moisés deixou o Egito, não temendo a ira do rei, porque ficou firme, como quem vê aquele que é invisível”

Há uma certa confusão com a palavra bacalhau. Algumas pessoas entendem bacalhau como aquele peixe seco e salgado encontrado lá no supermercado. Mas vários peixes podem ser secados e vendidos com o nome de bacalhau. Por mais estranho que pareça dizer, mas o bacalhau não é um peixe, bacalhau pode vir a ser vários peixes. Para se obter um bacalhau, há um processo de captura, sangria, secagem de alguns peixes específicos (gadus, ling, saithe, zarbo e outros peixes). Na realidade um peixe fresco com o nome de bacalhau não existe, qualquer peixe pode ser chamado de bacalhau depois de seco e salgado. Os Vikings, diz a história, foram os criadores do bacalhau, isso porque eles eram grandes navegadores e ficavam meses no mar e precisavam de algum alimento que durasse muito tempo sem se deteriorar. Um norueguês, de nome Yapes Ypess, foi quem criou a primeira indústria de preparação do bacalhau e com isso deu fama ao bacalhau da Noruega. Uma curiosidade que poucos sabem é que os peixes que vão ser transformados em bacalhau são pescados e sangrados ali mesmo no barco para a carne não ficar escura e em seguida os pescadores descartam a cabeça e mergulham o peixe dentro de uma cura de sal e deixam maturar por um tempo. Em seguida vem a secagem do peixe e a comercialização. Apesar de Portugal se ufanar de sua cozinha à base do bacalhau, Portugal importa todo o bacalhau que consome e pescadores mesmo de bacalhau são os noruegueses. Sabe daquela frase famosa dizendo que “nunca viu cabeça de bacalhau”? ela pode ser explicada e tem lógica. Todo peixe tem cabeça, mas ela é retirada na indústria e tratada em separado do corpo do peixe. Fora do Brasil a cabeça do bacalhau tem mercado e algumas pessoas consideram a parte mais saborosa do peixe.

Peixe seco e múmia são muito parecidos, simplesmente a múmia não tem sal. E não há como uma pessoa virar peixe seco, mas há como virar múmia. Moisés correu esse risco. Se ele tivesse permanecido na corte do Faraó, possivelmente ele teria sido um dos reis do Egito e teria fatalmente se transformado numa múmia depositada em algum mausoléu ou nalguma pirâmide. Mas Deus tinha outros planos para ele. Ele foi o líder por excelência na história de Israel, foi o organizador da nação Israelita e o representante de Deus para o povo na sua formação. Hoje Moisés é lembrado e quase venerado por muitos povos, especialmente os povos cristãos, mas se ele tivesse permanecido no Egito, com certeza, hoje ele seria mais uma múmia, semelhante a um peixe salgado. Os planos de Deus são sempre os melhores, a vida de Moisés comprova isso.

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