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20/10/2018
Meditação diária de 22/10/2018 por Flávio Reti
22/10/2018

Meditação diária de 21/10/2018 por Flávio Reti

21 de outubro

O Baiacu “chilomycterus-spinosus”

Salmos 140:3   “Aguçaram a língua (os homens maus) como a serpente, peçonha de áspides está debaixo de seus lábios”

Pensa num peixe feio! É o baiacu. É um peixe que possui um sistema de defesa pra lá de exótico. Sempre que se sente ameaçado, se assusta ou se irrita, ele enche o corpo de ar e estufa como uma bexiga, esses balloons das festas de aniversário. Com isso, ele passa a parecer uma bola com três vezes mais o tamanho de seu corpo normal. Ele cresce diante do inimigo. Isso é possível porque ele tem a pele elástica que não se rasga quando estica para inchar, ela é flexível a ponto de se adaptar ao novo formado do corpo sempre que o peixe ativa ou desativa o sistema de defesa. Baiacu é, na verdade, o nome popular de umas 150 espécies de peixes que conseguem inflar quando se sentem ameaçados. E pensa que é só isso que acontece com o baiacu? Todos os anos, nas cidades praieiras, muitas pessoas são internadas e algumas mortas por ingestão do veneno de um baiacu, esse peixe controverso no Brasil. Ele é considerado o animal vertebrado mais venenoso do mundo, capaz de liberar uma neurotoxina 1.200 vezes mais letal que o cianeto. O veneno, na verdade, não é elaborado pelo peixe em si, mas por bactérias que se alojam neles. Elas se espalham pelo corpo do animal, desde a boca, as escamas e até dentro do fígado dele e podem ser suficientes para matar 30 pessoas com um só peixe. Dois gramas dessa toxina é capaz de matar uma pessoa. Quando uma pessoa é atingida pelo veneno “do baiacu”, de início os lábios e os dedos ficam amortecidos e o corpo começa a sofrer espasmos. É hora de correr para um hospital mais próximo. Depois começa uma fraqueza nos músculos com surtos de diarreia e vômito enquanto os espasmos vão aumentando até paralisar os pulmões e a vítima morrer em seguida de parada respiratória. Pode ocorrer casos em que o corpo fica totalmente paralisado e a pessoa pareça já morta ao perder as funções cerebrais. Fica parecendo um defunto que se mexe. Mesmo assim, há quem consuma a carne do baiacu, especialmente no Japão, onde o prato não custa menos de 50 dólares. Se fosse um peixe bonito, atraente, desejável, mas não é. É um peixe espinhento por fora e por dentro, feio. Não dá pra entender como o ser humano pode gostar de certas coisas que soam como contrassenso. É como estar errado achando que está certo. O ser humano brinca com o perigo, gosta do erro, corre risco de morte e se acha feliz. A vida está se escoando, o final está chegando e o baiacu se inflando. Abra os olhos!

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