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Meditação diária de 21/06/2018 por Flávio Reti

21 de junho

O calango (Cnemidophorus ocellifer)

Lucas 12:21   “Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus”

Calango é o nome genérico que se dá a vários tipos de lagartos de pequeno porte. Normalmente, é um tipo de réptil que não passa dos 30 centímetros de comprimento. A palavrinha calango é muito popular e não é nome científico de nenhuma espécie animal. O que nós conhecemos como calango é uma espécie de lagarto pequeno que vive nos lugares áridos, sobre pedreiras se alimentando de insetos. Diz o dicionário que o termo veio do “quimbundo”, um dialeto falado pelos negros escravos que vinham para trabalhar no Brasil, especialmente nas plantações de cana e de café. Durante a construção de Brasília, grandes levas de trabalhadores vinham de todos os rincões do Brasil para trabalhar na construção e receberam o apelido de calangos, adaptado para candangos que até hoje é o nome que se dá a quem nasce em Brasília. Os calangos, se forem ameaçados, eles não agridem, simplesmente fogem e procuram se esconder nalguma fenda das rochas e se forem capturados, eles se fingem de mortos e ficam imóveis. Eles gostam de tomar sol em cima de algum tronco ou de alguma pedra e são facilmente confundidos com lagartixas, embora sejam mais compridos que as lagartixas. As lagartixas têm ventosas nas patas para se agarrarem às paredes, enquanto os calangos têm unhas para subirem nas rochas e nas árvores. Caçar calangos era uma atividade lúdica para os moleques da minha época, trazer um calango morto com uma estilingada era trazer um troféu. Uma característica própria dos calangos é que eles, se forem agarrados, deixam cair a cauda para enganar o inimigo e fogem, cientes de que em pouco tempo ela se recupera, nasce de novo.

Eles não fazem questão de perder a cauda, contanto que consigam escapar do predador. Que bom seria se nós tivéssemos essa consciência, de não se importar em perder alguma coisa útil para nós, contanto que nos salvemos e tenhamos no final a vida eterna. Jesus disse que é melhor entrar na vida aleijado do que tendo um corpo perfeito e perder a vida eterna (Mat.18:8). No dia de acerto de contas vamos ver muita gente se perdendo porque não quis abrir mão, às vezes, de ninharias, coisas sem valor. A vida eterna é um tesouro de grande preço, nada se compara a ela e vale a pena lutar por ela, mesmo perdendo alguma coisa para nós importante.

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