Meditação diária de 19/06/2018 por Flávio Reti
19/06/2018
Participe da redação das Meditações de Pôr-do-Sol da Igreja para 2019
20/06/2018

Meditação diária de 20/06/2018 por Flávio Reti

20 de junho

O Louva-Deus (Mantodea)

II Timóteo 1:5   “Trazendo à memória a fé não fingida que há em ti, a qual habitou primeiro em tua avó Loide e em tua mãe Eunice e estou certo de que também habita em ti”

O louva-a-deus, também conhecido como cavalinho-de-deus faz parte de 2.400 espécies deles diferentes e a maioria vive nas regiões tropicais da terra. Seu nome vem da posição que ele mantém as patinhas posteriores de forma parecida com uma pessoa orando de mãos postas sempre que ele está em repouso. Ele sabe usar uma característica chamada de mimetismo, que é a capacidade de se camuflar fazendo o corpo se confundir com um raminho de alguma planta e as asas com as folhas. Ele se alimenta de outros insetos (moscas, abelhas, gafanhotos) apanhados com as patas dianteiras que funcionam como uma pinça. Ele tem cinco olhos, dois deles compostos em posição de lhe permitir ver em todas as direções. Um louva-a-deus macho não admite outro macho e, ao se encontrar, eles travam uma luta em que um deles vai sair morto e em seguida será devorado pelo vencedor. Depois ele dorme tranquilamente em posição de quem está orando. Durante o acasalamento, a fêmea devora deu parceiro agarrando-o pelo pescoço e arrancando-lhe a cabeça para comer. Vem daí a expressão “perder a cabeça”, porque ele realmente perde a cabeça por ela. Assim é a festa de núpcias do louva-a-deus. Depois, ela deposita seus ovos nalguma folha enrolada e cobre com uma espuma por ela fabricada para fixar os ovos no local. Os filhotes já saem de lá como pequenos louva-a-deus e aí começa a luta pela vida, porque eles são presas fáceis das formigas. Os índios chamavam esse inseto de “emboici”, significando “mãe-de-cobra”, porque geralmente no ventre do louva-a-deus se encontra um verme parasita fino e comprido que os índios acreditavam que depois iria crescer e se transformava em cobra normalmente.

Da sua maneira de se camuflar é que vamos tirar a lição de vida. Ele se faz passar como um graveto ou como uma folha, para disfarçar sua presença. Coisa que nós, cristãos, não precisamos fazer. Devemos ser sempre autênticos, não precisamos de camuflagem para sobreviver e, aliás, precisamos ser ousados em pregar a palavra de Deus a todas as criaturas. É a famosa frase “dar a cara a tapa”, porque as pessoas precisam sabem quem somos, o que cremos e o que esperamos para o futuro. O louva-deus só tem o nome, mas nós somos quem precisamos de fato louvar a Deus.

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