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19 de novembro

Urutau (Nyctibius griseus)

Isaias 35:5   “Então, os olhos dos cegos serão abertos e os ouvidos dos surdos se desimpedirão”

Não foram apenas os gregos que tinham sua mitologia e suas lendas com deuses pra tudo. No Peru, especificamente na Amazônia Peruana, o urutau é conhecido como “ayaymama”, porque a voz dele lembra uma criança falando “ai, ai, mama”. Isso porque a história conta que um bebê foi, por sua mãe, abandonado na mata. Pensava ela que era melhor ele morrer abandonado, com a chance de ser encontrado por algum índio, do que morrer certamente por causa de uma peste que grassava pela região dizimando o povo indígena inteiro. A lenda diz que o bebê se transformou numa ave e todas as noites ele chama pela mãe falando o nome da ave “ayaymama”. Tanto lá no Peru como aqui no Brasil, há muita superstição com essa ave de hábitos noturnos dizendo que ela só traz maus agouros. Por ser uma ave solitária e rara ela é considerada também uma ave mágica. Há quem afirme que as penas do urutau funcionam como talismã do amor e que se alguém varrer o chão, por baixo do véu da noiva, com as penas do urutau isso vai garantir todas as boas virtudes do mundo à noiva e futura esposa. Falam tanta coisa má e boa do pobre urutau que a impressão que temos é que ele é realmente uma ave mágica. Mas ela também é chamada de mãe-da-lua ou de emenda-toco porque é uma ave que usa muito bem sua capacidade de se camuflar. Ela pousa num tronco ou num pau de cerca e se prende nele tão bem que os olhos da gente não consegue distingui-la do tronco ou da madeira. Ela fica estática, imóvel e finge não se assustar com a presença das pessoas. Ela está vendo a gente, mas a gente não a está vendo e com isso ela passa despercebida, sem ser notada. Olhando assim normalmente, a gente não sabe se é ave ou se é a casca da árvore ou é parte do tronco. Você não sabe o que é tronco e o que é ave. Mas ela não é nada dada ao convívio com os humanos, ela não se adapta a ser criada em cativeiro.

Não é a ave que confunde você, é você que se confunde ao ver a ave e não notar que é ave e não parte do toco ou do tronco onde ela está pousada. É você mesmo que se confunde, os seus olhos o enganam, seus sentidos falham e a ave passa por mágica.

Quantas vezes não somos ludibriados pela nossa própria capacidade de ver o mundo. Achamos que somos tão inteligentes e deixamos de observar coisas simples que a natureza nos oferece. Não que a natureza seja encantadora, hipnotizadora, nós é que somos tardios em ver, em enxergar, e nem sabemos que é “falha nossa”. Que Deus nos ajude a ver a vida de maneira mais altruísta, mais positiva e ser um pouco mais sábios do que um simples urutau.

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