Camerata: (A)Tons em Obras 21/10/18
18/10/2018
Boletim Informativo da Igreja do UNASP Hortolândia – Edição 0002 – 2018-10-19
19/10/2018

Meditação diária de 19/10/2018 por Flávio Reti

19 de outubro

Gelada (Theropithecus gelada)

Salmos 49:15   “Mas Deus remirá a minha alma do poder do Seol (da morte), pois me receberá”

Se está pensando em alguma coisa de beber, devo dizer que foi enganado, porque se trata de um macaco, um babuíno com esse nome, gelada. Às vezes esse babuíno é chamado de macaco-do-coração-que-sangra, isso porque ele tem no meio do peito uma mancha vermelha na pele. Entre alguns animais, é comum haver a bigamia e sempre surge um macho dominante, chamado de macho alfa, que se impõe diante dos demais. Entre os geladas essa dominação é tão forte que quando surge um novo chefe do bando, este mata os filhotes concebidos pelo seu antecessor e obrigam as fêmeas a abortarem os que ainda estão para nascer. Se isso ocorresse entre nós, humanos, dir-se-ia que é machismo doentio, mas entre animais, o que se pode dizer? Mas como se trata de macacos, eles têm lá suas regras sociais e entre eles tudo dá certo no final, não precisa o homem interferir. Pesquisadores fizeram estudos demográficos e hormonais com os babuínos-gelada do Parque Nacional do Siemen, que fica na Etiópia, por um período de 5 anos e os resultados mostraram que 80% das fêmeas abortam quando um novo macho alfa surge e desbanca o anterior assumindo a liderança, a dominação do bando. Em seguida os machos matam as crias que não são deles. É sabido que, em condições de fome, de severo estresse, os mamíferos, não só macacos, decidem reproduzir mais tarde, depois de passada a situação difícil. Logo, o estresse que as fêmeas sentem ao se verem dominadas por um novo macho as levem a esse estresse severo que consequentemente as levam a abortar.

Pensando no homem, no ser humano. Quando Deus os criou, eles, o casal, viviam felizes no jardim criado especialmente para o casal. Não havia estresse de forma alguma. O ambiente era belo, adequado, o alimento era abundante, o clima agradável, nada que os fizesse sentir-se estressados. Uma vez que entrou o pecado no relacionamento entre eles e Deus, a natureza se voltou contra eles. Foram expulsos do paraíso, passaram a sentir dor, especialmente ao dar à luz, passaram a se sentirem cansados pelo trabalho para produzir seu próprio alimento, o suor no rosto apareceu e também a degeneração do corpo seguindo-se a morte. Quando se fala em morte todo mundo se arrepia, porque não é natural que devamos morrer. Quando Deus nos criou tinha em mente que o homem vivesse para sempre, mas infelizmente, o pecado entrou na vida da humanidade e hoje todos morrem, invariavelmente. Nós não somos babuínos-gelada, mas o estresse no qual vivemos faz muito mais mal do que abortar. Só Deus, mesmo, para ter misericórdia de nós.

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