Programa Sonhando ALTO – APSO
18/06/2018
Meditação diária de 20/06/2018 por Flávio Reti
20/06/2018

Meditação diária de 19/06/2018 por Flávio Reti

19 de junho

O Bagre (Siluriformes)

Levíticos 11:9   “Esses são os que podereis comer de todos os que há nas águas, todo o que tem barbatanas e escamas nas águas, nos mares e nos rios, esses podereis comer”

Na Europa e nos Estados Unidos esse peixe é conhecido como “cat fish”, que traduzindo seria “peixe gato” por causa dos longos fios em forma de bigodes que lembram os gatos. Mas além dos bigodes, eles possuem 3 ferrões serrilhados que ao penetrar na pessoa causa dor muito intensa. Na cultura japonesa (onde ele é chamado de “namazu”) ele está ligado ao folclore que atribui à sua imagem os terremotos. Existem mais de 2.200 espécies de bagres conhecidos no mundo, desde pequenos a enormes bagres que mais se parecem com um tubarão. É um peixe de couro, não possui escamas, e segundo a bíblia não é recomendado para o consumo humano. Embora peixes raramente ataquem banhistas nas praias e rios, têm havido muitos acidentes com bagres no litoral de São Paulo, mais propriamente em Itanhaém. As pessoas se deitam ou pisam em cima de animais trazidos pela maré, vivos ou mortos, e se ferem com seus ferrões e vão parar nos hospitais com dores intensas. Algumas chegam a levar o peixe pendurado no corpo, porque o ferrão em formado de uma serra não sai facilmente da carne, demanda cirurgia e depois uma semana de antibióticos para evitar infecções maiores. No Brasil, a população conhece muito bem a expressão “cabeça de bagre” endereçada a alguém não muito inteligente, sem juízo, bobo, idiota, tolo. A metáfora se dá pelo fato do bagre ter uma cabeça grande e um cérebro bem pequeno, desproporcional em relação ao seu corpo. A título de curiosidade, existe no Estado do Pará um município com 30.000 habitantes cujo nome é Bagre, situada às margens do Rio Jacundá, com forte produção de açaí na região.

A bíblia simplesmente cita os animais limpos e imundos e aconselha não comer este ou aquele, mas não dá as razões definitivas. Talvez porque o bagre é um animal que quase rasteja pelo fundo dos rios e mares à cata de outros animais mortos e vermes para sua alimentação, ele é proibido pela bíblia como alimento limpo. Deus sabe, melhor do que nós, porque proibiu o uso desse peixe. Nossa obrigação não é outra senão evitar o consumo dele na nossa mesa. Afinal, “obedecer é melhor do que sacrificar” (I Samuel 15:22), palavras ditas pelo profeta Samuel ao rei Saul quando este desobedeceu as ordens de esperar pelo profeta.

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