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Meditação diária de 17/11/2018 por Flávio Reti

17 de novembro

O Inhambu (Crypturellus parvirostris)

I Coríntios 10:12   “Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe para que não caia”

O inhambu é ave nativa dos nossos campos e cerrados e tem inspirado muitas duplas sertanejas a cantarem a beleza da roça incluindo o inhambu. É uma ave muito arisca e com isso ela é mais ouvida do que vista. Com qualquer aproximação, ela se esconde com a cabeça por baixo do corpo e o traseiro para cima se confundindo com a vegetação e de repente ela levanta voo com um barulho característico, daí o nome inhambu em Tupi-guarani que significa “o que levanta voo rumorejando”. Mas voa pouco e desce a poucos metros à frente. Seu habito é andar entre a vegetação à cata de insetos e grãos, ela só voa mesmo em situação de risco. É muito conhecido no Brasil duas espécies de inhambu, o famoso xororó e o chintã. O inhambu chintã é mais acinzentado e mais escuro, enquanto o xororó é mais avermelhado, especialmente os pés e o bico. Reproduz-se com muita rapidez e põe quase sempre de quatro pra mais ovos. Há estudos pensando em utilizá-lo, já que ele se reproduz muito, como ave de corte e também ornamental em maior escala. Normalmente ele canta ao amanhecer e ao anoitecer. Apesar de ser muito arisco, ele vem a ser inocente, porque se aproxima a distância de tiro com muita facilidade quando o caçador o imita com um pio de madeira. O inhambu não possui rabo e por isso muitas piadas se fazem entre os interioranos por causa do inhambu não ter rabo. O povo aproveitou a falta do rabo no inhambu e criou o provérbio “Inhambu de tanto fazer favor ficou sem rabo”, isso faz o povo para evitar dar coisas emprestadas, porque a sabedoria popular diz que “quem empresta sempre perde”. A fêmea é sempre maior do que o macho, mas não existe disputa entre eles. Tanto o macho quanto a fêmea, nenhum deles sabe ciscar como a galinha, eles reviram as folhas procurando alimento sempre com o bico e nunca com os pés.

Uma ave tão esperta, arisca, e ao mesmo tempo tão simplória, a ponto de ser atraída pelo pio de madeira na boca do matuto caçador. Não guarda alguma semelhança entre nós? Dizemos que somos muito inteligentes, sabidos, ninguém nos engana e, de repente, entramos em cada canoa furada que faz dó. Bastou satanás dizer para Eva que ela seria sabedora do bem e do mal e ela já comeu do fruto proibido. Recém criada, não tinha necessidade alguma, tinha o Éden inteiro ao seu alcance e deu ouvidos à voz do tentador com uma facilidade incrível. Não podemos nos ufanar de muito inteligentes, porque às vezes fazemos coisas tão imbecis que ninguém consegue explicar. Na realidade não somos o que dizemos ser.

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