Meditação diária de 16/10/2018 por Flávio Reti
16/10/2018
Escola Sabatina Geral no Sábado 20/10/18
17/10/2018

Meditação diária de 17/10/2018 por Flávio Reti

17 de outubro

Peixe Morcego (Ogcocephalus vespertilio)

Provérbios 22: 5   “Espinhos e laços há no caminho do perverso, mas o que guarda a sua alma retira-se para longe deles”

Não saberia dizer se é a aparência do peixe que lembra o morcego ou se é a aparência do morcego que lembra o peixe e também não saberia dizer quem sai mais ofendido, se o peixe ou o morcego, mas esse é peixe mesmo e pelo que se vê as barbatanas dele são estranhas, mais parecem pernas. Seu formato é triangular, a boca pequena, vermelha e pode se projetar para frente, pode se alongar formando um canudo ou um tubo. Ele tem chifre de osso que ele agita para atrair suas vítimas. Quando outros peixes menores vêm atraídos pelo sacudir do chifre, vêm investigar, eles são sugados e viram almoço do peixe morcego. Ele ainda usa seu chifre para revolver a lama e vai aspirando o que achar que sirva de comida. É pacífico durante o dia, escondido, quieto e camuflado, e só sai para caçar à noite. Seu corpo possui pelos que ajudam a se parecer com a lama do fundo e se camuflar. Esse peixe morcego de lábios vermelhos é encontrado nas Ilhas Galápagos, mas acho que este Darwin não viu, pelo menos não comenta nada. Embora seja um peixe, a gente subentende que nada muito bem, mas este peixe não é bom nadador, ele prefere andar no fundo do oceano utilizando as barbatanas que mais se parecem com pernas do que barbatanas. Sua barbatana no dorso se confunde com espinhos que ele usa para atrair outros peixinhos, suas presas. A presença de um peixe desses na mão de uma criança será um susto pra ela nunca mais na vida gostar de peixe. Só olhar para ele já dá um certo asco, uma sensação de estranho, porque em caso de dúvida é melhor não arriscar. Ele é inofensivo enquanto você não tocar nele, porque se o apanhar, pode furar a mão com seus espinhos da barbatana costal.

Ele não lembra a você de algumas pessoas que parecem boazinhas, inofensivas, pacíficas, enquanto você não se envolver com elas? Assim que você se aproxima, vai convivendo e vai descobrindo os espinhos que ela esconde, o mau humor que ela carrega e as intenções que vão dentro do coração dela, das quais você menos suspeita. Nós, cristãos, não podemos ser assim. Temos que ser autênticos para que todos, com quem entramos em contato, possam despertar confiança em nós e saber que temos algo melhor para lhes oferecer. Nós temos o evangelho eterno, palavras de conforto que podem suavizar qualquer coração mau intencionado. E também temos a esperança que pode despertar qualquer coração que a vida tenha amarrotado. Ninguém precisa ter medo de nós, como uma criança teria de um peixe morcego.

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