Meditação diária de 16/09/2018 por Flávio Reti
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17/09/2018

Meditação diária de 17/09/2018 por Flávio Reti

17 de setembro

Bicho da goiaba (nastrepha fraterculus)

I Timóteo 6:8   “Tendo, porém, alimento e vestuário, estejamos com isso contentes”

Provavelmente você já viu uma fruta bichada, talvez até mesmo uma goiaba. Na realidade, aquele bichinho que a gente vê se mexendo na poupa da fruta é uma larva de mosca, a chamada mosca-da-fruta. Cada fruta desenvolve um tipo de mosca, mas o processo é semelhante e cada mosca ataca um tipo de fruta. Muita gente cria aversão por alguma fruta porque lá um dia viu um larvinha dentro da sua fruta preferida e daí pra cá nunca mais quis comer dessa fruta. As moscas usam as frutas como ninho para depositar seus ovinhos. A mosca fêmea pousa, perfura a casca e põe seus ovos lá dentro, em número de 8 a 10 de cada vez, mas como as moscas vivem por 30 dias em média, pense logo em 300 ovinhos na fruta. Depois de uma semana os ovos já eclodiram e uma larvinha branca, cujo nome vulgar é bigato, começam a comer e estragar a fruta. Lá elas vão crescer durante duas semanas e depois disso a fruta já está podre e fatalmente cai da árvore. Era tudo que a larva queria, porque, estando no chão, elas dão seu jeitinho de sair da fruta e se enterrar no solo para completar o ciclo de vida da mosca. Na terra ela se transforma em casulo, num processo semelhante ao das borboletas, se transformam em moscas e saem prontas para voar para infestar novas frutas e recomeçar o ciclo. As pessoas costumam dizer que pior do que achar um bicho na goiaba é achar metade do bicho. Você já entendeu, a outra metade já foi pra barriga. Não faz mal comer o bicho, é meio nojento, mas ele está cheio da poupa da fruta, tem o mesmo gosto da fruta. O lado bom de encontrar bicho na goiaba, ou noutra qualquer fruta, é que isso indica que a fruta está livre de agrotóxico, porque se houvesse algum pesticida ele não estaria lá vivinho.

Acostumar-se a achar o lado bom dos problemas é uma habilidade que a gente aprende. No livro Poliana Menina, ela era uma órfã que sempre achava um motivo para brincar o jogo do contente em tudo que de mal lhe acontecia. Bom seria se nós também desenvolvêssemos a capacidade de sempre ver o lado bom das coisas. Não haveria tanta gente andando pela vida acabrunhada, lamentando a sorte, chorando e penando por não ter uma atitude positiva diante dos problemas. O que precisamos é aprender a viver contente, a despeito das circunstâncias, e encarar a vida de frente.

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