NOVO ENCONTRO – Agenda Segundo Semestre
16/07/2018
1o. Encontro de Líderes Seven Bikers
17/07/2018

Meditação diária de 17/07/2018 por Flávio Reti

17 de julho

O cardeal (Paroaria coronata)

I Pedro 3:4,5   “O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de joias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas seja o do íntimo do coração no incorruptível traje de um espírito manso e tranquilo que é precioso diante de Deus”

O cardeal é um pássaro de extrema beleza e sua principal característica é o topete eriçado de uma cor vermelho vivo que invade também o peito de ambos os sexos. Em algumas regiões do Brasil as pessoas o conhecem como galo-da-campina. Seu canto é muito apreciado e por isso mesmo ele é caçado implacavelmente e confinado aos viveiros de criadores ou em gaiolas apertadas. É o preço que ele paga por ser bonito, elegante, cantar bem e agradar as pessoas. Mas nosso povo conhece um outro tipo de cardeal que não é um passarinho, mas uma pessoa. É um alto dignitário da Igreja Católica, um assistente direto do papa em diversas competências. Lá entre eles, são chamados de purpurados, por causa da cor vermelho vivo da sua indumentária. Na hierarquia da Igreja, eles são considerados príncipes diretamente ligados ao rei, o papa. Na origem, o nome cardeal significa gonzo, ou eixo, que no latim era cardo/cardinis, algo sobre o qual alguma coisa gira, neste caso os cardeais que circundam em torno do papa. A essa altura eu não saberia dizer qual me chama mais a atenção, se o lindo passarinho com seu canto e sua plumagem sem igual, ou se os cardeais que circundam o papa todos paramentados com batinas vermelhas e uma mitra na cabeça em lugar do topete do passarinho. A função do passarinho, confinado numa gaiola, é satisfazer o ego de seu pseudo dono, cantar porque não sabe chorar, enquanto a função do cardeal subalterno do papa é prestar-lhe serviços na condução e na organização da igreja. Mas ambos nos impressionam pelas cores fortes com que se vestem, os pássaros naturalmente e os cardeais artificialmente.

Em ambos os casos, nós observamos a beleza externa tanto do pássaro cardeal quanto dos cardeais papais e nos esquecemos de que a beleza mais contemplada pelo céu é a beleza interna, provinda de um coração puro, abnegado, disposto a cumprir as ordens de nosso Deus. A beleza da alma nem sempre é vista e apreciada, porque a beleza externa pode empanar o brilho. Mas não se preocupe, há alguém que nos observa sempre e continuamente para ver o que se passa dentro de nosso coração. O céu nos contempla e isso já é suficiente para vivermos a altura de nossa aceitação diante de Deus.

Os comentários estão encerrados.