Meditação diária de 15/09/2018 por Flávio Reti
15/09/2018
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Meditação diária de 16/09/2018 por Flávio Reti

16 de setembro

A Angola ( Numida Meleagris)

Hebreus 12:14   “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”

A angola pertence à família das galináceas, muito próxima do faisão e que foi trazida para o Brasil pelos Portugueses na época da colonização. Embora ela seja criada nos quintais artesanalmente como um animal domesticado, ela ainda mantém seus hábitos selvagens. Elas ciscam junto com as galinhas, cantarolam o tempo todo, mas se forem acossadas, elas voam para longe. Outra característica selvagem é que elas escondem seus ninhos em lugares mais inusitados possíveis e quando o camponês acha o ninho, os ovos já estão estragados ou com pintinhos dentro. Elas botam várias delas no mesmo ninho, daí, quando achado o ninho é aquela ninhada de ovos. Ela é muito importante no controle biológico de pragas e insetos, tais como formigas e carrapatos, assim promovem uma pastagem mais limpa para o gado e menos pragas para as lavouras. Certa vez, para me desafiar, uma senhora me ofereceu uma angola se eu conseguisse pegá-la. Ela sabia que era muito difícil apanhar uma angola solta porque ela voa ao ser apertada. Eu tentei, mas ao perceber que era difícil e eu não iria conseguir e consequentemente não ganhar a angola, eu chamei um cachorro conhecido dali e incentivei o cachorro para pegá-la. Ela imediatamente voou, mas o cachorro correu por baixo dela e quando ela aterrissou ele a apanhou e a dona dela perdeu a angola. Assim como as galinhas, as angolas já são criadas em cativeiro destinadas ao comércio pela carne e pelos ovos. Nos restaurantes sofisticados elas fazem parte dos pratos refinados e custam mais, rendem mais para os proprietários de restaurantes. Elas têm na cabeça uma espécie de chifre, um osso duro e uma barbela de pele vermelha. Andam sempre em grupos e cantarolando sua fala parecida com “tô-fraca” e vão repetindo o “tô-fraca” o tempo todo. Assustam-se com facilidade e fazem uma gritaria quando surge um estranho por perto. É uma bela ave que nos lembra muito o faisão.

Interessante é que elas utilizam o mesmo ninho para botar seus ovos em perfeita harmonia. Os hippies, nos anos 60, com seu movimento contra a cultura, decidiram pregar “paz e liberdade”. Com isso eles se reunião e moravam juntos na mesma casa, tendo tudo em comum. A mulher era mulher de todos, o homem era marido de todas. Andavam sujos e mal trapilhos para pregar liberdade dos tabus da sociedade organizada. Harmonia é um fator desejável em toda organização, mas a harmonia dos hippies não passava de anarquia e indecência, muito pior do que a harmonia entre as angolas irracionais que botam no mesmo ninho. Nós, como cristãos, somos incentivados a viver em harmonia com os homens e com Deus.

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