Comentários da Lição 11 (4o Trim/2018) por Classe dos Pais
14/12/2018
Meditação diária de 16/12/2018 por Flávio Reti
16/12/2018

Meditação diária de 15/12/2018 por Flávio Reti

15 de dezembro

Anambé (Cephalopterus ornatus)

João 7:24   “Não julgueis pela aparência, mas julgai segundo o reto juízo”

É mais uma ave entre os passarinhos também conhecido como pássaro trovão. Embora seja negra, é uma ave belamente adornada. Não é um pássaro pequeno, pois ele mede mais de 50 centímetros e chega a pesar mais de meio quilo. A plumagem é quase completamente negra e possui uma exuberante crista no alto da cabeça direcionada para frente cobrindo o bico. O bico, as pernas e os pés também pretos, mas os olhos são claros. O macho adulto tem uma longa “gravata” medindo ao redor de 15 centímetros. É um tipo de barbela quase tão comprida quanto o próprio corpo, coberta de penas e pendente da sua garganta dando a impressão de que é um pássaro de gravata. Curioso que é somente o macho que tem gravata. Sua alimentação é predominantemente de frutas silvestres e em especial coquinhos. Faz ninhos relativamente no baixo, nada mais de 3 metros de altura, com gravetos e sem qualquer esmero, realmente mal feitos. O ovo dele é avermelhado com manchas marrom-escuro e lilás, parecendo uma obra de arte russa, aquela arte de pintar ovos. É comum na região amazônica, perto de rios e de preferência nas árvores de embaúba. Vive solitário e pousando em árvores altas só para cantar. Há uma outra variedade de anambé de cor azul (Cotinga cayana) e de tamanho menor que serviu para dar nome a uma tribo indígena da linhagem Tupi, localizada no Pará. Não deixa de ser uma ave estranha e muito pouco conhecida da população em geral. O comportamento, a alimentação, não diferem muito das demais aves. O que mais chama a atenção no anambé é mesmo sua gravata de pele recoberta de penas e pendente da garganta até os pés quando ele anda no chão.

A gravata, um acessório masculino inventado na França, serve hoje para dar destaque aos homens de negócio, aos parlamentares, aos doutores em geral e atrelado sempre ao terno masculino nas cerimônias. Como roupa, ela não cobre nada, não tem a mínima utilidade e até se parece com enfeite masculino. A sociedade quase venera o traje do terno acompanhado de uma gravata, mas se você for avaliar o homem como Deus avalia, nem a gravata e nem o terno vale alguma coisa. A bíblia diz que Deus olha para o coração, ele vê o interior das pessoas e não vê como vê o homem. O homem vê as aparências, o que está externo, enquanto o Senhor olha para o interior (I Sam.16:7). Precisamos tomar consciência de como Deus nos vê para aprendermos a saber nos conduzir diante dele, independente de como aparentamos diante dos demais homens.

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