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14 de novembro

Lobo do Alaska (Canis lupus)

I João 3:1   “Vede que grande amor nos tem concedido o pai, que fôssemos chamados filhos de Deus, e nós o somos…”

O lobo do Alaska não é o mesmo lobo que se encontra comumente nas nossas florestas, apesar de ser parente próximo, ele tem características que o diferenciam dos lobos que conhecemos. O lobo do Alaska é cinzento e grande, podendo chegar a dois metros de comprimento e pesar oitenta e cinco quilos. Um casal de pesquisadores, Christine e Lois Crisler, estava acampado perto de uma floresta próximo do polo norte estudando um animal chamado caribu, da família dos cervos. Certo dia os nativos lhes trouxeram cinco filhotes de lobos para eles criarem. Os lobinhos haviam se perdido de seus pais e tiveram sua toca destruída e agora dependiam de alguém para cria-los. Eles já haviam criado outros ursos e soltado-os nas florestas para retornarem à vida selvagem. Desta vez tinham um problema, eles deveriam deixar o campo de pesquisa no Ártico dentro de alguns meses e voltar para sua cidade de origem. Não daria tempo de criar os lobos, treiná-los a caçar e tentar sua introdução nalguma manada. Os cinco lobinhos ganharam logo o amor dos pesquisadores e receberam até nomes próprios. Logo chegaria o avião que os levaria de volta e eles não sabiam o que fazer com os lobinhos. Eles eram selvagens e livres, mas levá-los para Washington era ter que criá-los enjaulados o resto da vida, coisa pior do que a morte. Decidiram, então, matá-los a tiro, o que seria uma medida de misericórdia, porque se fossem soltos jamais sobreviveriam sozinhos no próximo inverno e também jamais seriam felizes em jaulas. Chegou finalmente o dia e os lobinhos, com a cauda abanando, olhavam nos olhos de Crisler. Ficaram ambos naquele impasse para saber quem atiraria primeiro e a arma passava de mão em mão. Ninguém teve coragem de atirar e resolveram que os lobinhos iriam para Washington, sabendo que nenhum dos dois jamais poderiam sair juntos enquanto os lobos vivessem, porque alguém teria de ficar em casa com os lobos. Eles fizeram o quase impossível para dar um abrigo feliz para aquelas criaturinhas que nasceram para ser livres e assumiram o pesado encargo de criar em casa, na cidade, cinco lobos do Alaska.

Se o amor de um ser humano é assim grande por uma criatura selvagem que nem sabe o que pensam dela, como não é enorme o amor de um Deus que não nos vê como animal, mas como obra de suas mãos, feitura de seu projeto intencional. Nós, seres humanos, não temos total compreensão do que significamos para Deus e por isso não nos damos o devido valor. Mas Deus dá, e por isso mesmo deu também seu filho por nós. Entende toda essa profundidade de Deus?

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